O DLSS 5, versão mais recente da tecnologia de reconstrução de imagem da NVIDIA, passou por uma série de testes para medir as mudanças trazidas pela renderização neural.
Em vários jogos modificados, a implementação não oficial apresenta forte queda de desempenho nas GPUs atuais. No Apple Silicon, em especial no M5 Pro, o impacto é ainda maior.
A qualidade da imagem melhora bastante, mas a taxa de quadros cai para um dígito e a latência de entrada fica dez vezes acima da registrada por uma RTX 5050 para desktop.
M5 Pro perde desempenho com DLSS 5 por não ter unidades FP8 dedicadas
O desenvolvedor @iamwavecut adaptou os modelos de renderização neural do DLSS 5 para execução nativa no Apple Silicon por meio do framework Metal.
Outro desenvolvedor, @Mappsnet7, conectou o backend do Metal aos jogos do Windows usando ReShade e o Game Porting Toolkit 4.0b2.
Na GPU de 16 núcleos do M5 Pro, a solução aprimora a iluminação das superfícies, a oclusão de ambiente e o realismo da profundidade da cena.

A melhoria na qualidade visual vem acompanhada de uma grande perda de desempenho. Em 1440p, o M5 Pro registra apenas 2,32 FPS, enquanto a latência de entrada chega a 240 ms.
Segundo o usuário AnyPomelo3352, do Reddit, a queda vem da ausência de unidades FP8 dedicadas, usadas pelo DLSS 5.

Como o M5 Pro encaminha a carga de renderização neural pelo caminho FP16, não há ganho de desempenho. A GPU de 16 núcleos do chip alcança no máximo 26 TOPS em FP8, enquanto a RTX 5050 para desktop entrega cerca de 105 TOPS em FP8.
O uso da inferência neural por meio dos hooks do ReShade no GPTK4 também adiciona sobrecarga ao processamento, ampliando a diferença entre as duas plataformas.

A Apple vem investindo para ampliar a presença de jogos em seus próprios chips, mas os próximos títulos devem adotar cada vez mais a renderização neural.
O possível suporte a FP8 no M6 fica para outra discussão. Por enquanto, os testes com DLSS 5 indicam que o M5 Pro e o M5 Max estão várias gerações atrás nesse aspecto.








