Os especialistas em modificações do Teclab criaram a primeira placa de vídeo NVIDIA RTX 5090 do mundo com conectores de energia de 8 pinos no lugar do frágil sistema de 16 pinos.
Casos de derretimento em conectores de 16 pinos continuam
Os relatos de conectores de 16 pinos derretidos em placas NVIDIA RTX 50 e RTX 40 continuam crescendo.
O mesmo componente também danificou diferentes modelos AMD RX 9000. O problema não se restringe ao alto consumo, já que placas de menor potência também foram afetadas.
NVIDIA, empresas parceiras e sobretudo o PCI-SIG apresentaram o padrão 12V-2x6 com melhor distribuição de energia e proteção adicional.
Isso não resolveu a situação, pois compradores e até veículos especializados ainda tiveram casos de derretimento.
Grandes fabricantes de fontes e placas de vídeo também lançaram cabos específicos para reduzir esses riscos.
Nem essas opções evitaram todos os danos. Com a pressão crescente sobre quem produz placas com 16 pinos, o Teclab decidiu testar outra abordagem.

Como a RTX 5090 recebeu os conectores de 8 pinos
A modificação não é um projeto oficial. A proposta é demonstrar que uma RTX 5090 pode usar conectores convencionais de 8 pinos e operar dentro das especificações.
A base foi uma GALAX HOF OC LAB personalizada, equipada originalmente com dois conectores de 16 pinos.
A equipe retirou o sistema anterior e instalou três conectores de 8 pinos. Segundo o Teclab, a placa poderia funcionar até com apenas dois.
Os testes iniciais usaram conectores XT90, capazes de suportar até 90 A cada um, enquanto a nova demonstração adotou modelos Mini-Fit Jr. convencionais de 8 pinos.
Para a placa reconhecer os três conectores e trabalhar com toda a potência disponível, foi preciso alterar a leitura dos pinos sensores. Sense 0 e Sense 1 foram interligados por uma nova fiação.
Os conectores ficam na parte traseira do PCB. Placas de cobre envolvem as pontas dos cabos, enquanto 24 fios de bitola grossa seguem dos conectores até a parte frontal da placa de circuito para fornecer energia.
Nenhuma mudança no BIOS ou no software foi necessária. Toda a adaptação foi feita no hardware. O projeto usa nove linhas de +12 V, cada uma conduzindo uma corrente entre 8 e 8,5 A.
Teste de potência chega a 900 W
Na demonstração, o Teclab aumentou o limite de potência em etapas: 400 W, 500 W, 600 W e um pico de entrada de 900 W.
Toda a energia passou pelos três conectores de 8 pinos, com monitoramento constante de temperaturas e tensões.
Cada conector de 8 pinos tem limite padronizado de 150 W. Esse número corresponde à especificação da indústria, enquanto a capacidade real do componente é maior.
A RTX 5090 atingiu correntes de pico acima de 60 A e trabalhou a 3.400 MHz, dentro de uma faixa alta de overclock.
Cabos e soldas internas suportaram a carga acima da especificação e permaneceram dentro das margens de segurança elétrica e térmica.
O Teclab também submeteu o conjunto com três conectores a uma carga superior a 120 A, com a GPU perto de 3.400 MHz, por mais de uma hora. Durante esse período, as temperaturas nos cabos pouco passaram de 35 °C.

Placa continuou operando com dois e até um conector
Entre as sessões, a remoção do terceiro conector não interrompeu o funcionamento. A placa manteve mais de 66 A e frequência acima de 3.200 MHz. A medição por infravermelho indicou temperaturas inferiores a 25 °C.

Com somente um conector, a placa sustentou 65 A e trabalhou entre 3,1 e 3,2 GHz. O conector ficou perto de 45 °C durante o teste de estresse, um dado impressionante para esse cenário. O ponto mais quente do cabo chegou a aproximadamente 65 °C.
A demonstração indica que os antigos conectores de 8 pinos ainda são uma opção viável para as placas mais rápidas da NVIDIA.
A volta desse padrão em modelos personalizados parece pouco provável diante dos investimentos feitos no ecossistema de 16 pinos.
A expectativa é que os responsáveis pelos novos padrões também cobrem o cumprimento correto das especificações, dando mais segurança a quem usa esse tipo de conexão.








