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CXMT dá sinal de parceria com Apple e amplia produção de memórias

Apple pode fechar parceria com a chinesa CXMT para memória, ampliando produção e diversificando fornecedores, apesar de limites de capacidade e questões políticas.
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A possível parceria entre a Apple e a fabricante chinesa de memória CXMT parece estar perto de uma definição.

Depois de meses de informações divergentes, os sinais apontam para algum tipo de acordo entre as empresas, mesmo com as possíveis consequências políticas para a Apple em Washington.

CXMT se diz aberta a trabalhar com clientes como a Apple

A Apple estaria considerando a CXMT como uma forma de ganhar mais poder de negociação nas conversas periódicas com grandes fabricantes de memória, como Micron, Samsung, SK hynix e Kioxia.

Ao mesmo tempo, o governo Trump estaria usando uma possível parceria entre Apple e CXMT como parte das negociações com o Partido Comunista Chinês durante a visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos ainda neste mês.

Nesse cenário, a CXMT deu um dos sinais mais diretos até agora sobre as negociações com a Apple. A empresa declarou:

"Adotamos uma abordagem aberta para explorar oportunidades de colaboração com clientes de primeira linha em todo o mundo. Nossos produtos já são capazes de competir com os principais fornecedores globais em desempenho, qualidade e confiabilidade de fornecimento."

A CXMT também passa por uma grande expansão de sua capacidade industrial. Até o fim deste ano, a empresa pretende chegar a 300 mil wafers por mês por meio de três fábricas de DRAM de 300 mm. Cada unidade terá capacidade aproximada de 100 mil wafers mensais.

Até o fim de 2026, a fabricante também terá capacidade de cerca de 50 mil wafers por mês voltada à produção de memórias HBM. Além disso, duas novas fábricas estão em construção em Xangai e Hefei.

Com essas unidades, a capacidade total de produção da CXMT poderá chegar a 600 mil wafers por mês. Nesse ritmo de expansão, a empresa caminha para superar a Micron em volume de produção até 2030.

CXMT amplia produção de memórias mais avançadas

A fabricante chinesa também avança na produção de novas gerações de memória. A CXMT já fabrica LPDDR5X em larga escala e iniciou a produção de LPDDR6.

A empresa ainda planeja começar a fabricação em volume de HBM3 mais tarde neste ano. Outro ponto está no processo de fabricação dos chips.

Para contornar limitações relacionadas à redução do tamanho dos componentes, a CXMT estaria usando a tecnologia High-k Metal Gate, conhecida como HKMG.

Essa técnica substitui o antigo isolante baseado em silício por materiais como óxido de háfnio (HfO2). A mudança reduz o vazamento de corrente e o desperdício de energia em forma de calor, além de melhorar a eficiência energética.

O HKMG também possibilita frequências maiores, já que os transistores conseguem alternar seus estados em menos tempo do que seria possível com portas feitas de polissilício.

Mesmo com toda essa expansão, a Apple provavelmente usaria a CXMT apenas para atender uma parte de sua demanda ligada à China.

Essa demanda é estimada em cerca de 600 milhões de GB de memória, considerando aproximadamente 50 milhões de aparelhos com média de 12 GB por unidade.

Há ainda uma limitação de capacidade. A produção da CXMT já estaria totalmente reservada até 2027, com taxa de utilização de 95%.

Por isso, mesmo em caso de acordo com a Apple, a fabricante chinesa teria pouco espaço para absorver sozinha todo o volume necessário.