Jogos

Ocarina of Time Remake pode ter remake 1:1 antes do Zelda Direct

Remake de Ocarina of Time chega com preço próximo ao padrão, gerando dúvidas sobre mudanças gráficas ou jogáveis no clássico da Nintendo.
Imagem de: Ocarina of Time Remake pode ter remake 1:1 antes do Zelda Direct

Depois de GTA 6, The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake aparece com facilidade entre os jogos mais aguardados deste ano. Não é difícil entender o motivo.

Trata-se de uma versão moderna do jogo com as melhores avaliações da história, além de chegar justamente no ano em que a série completa 40 anos. Faltam poucas horas para o Zelda Direct, evento em que a Nintendo deve apresentar todos os detalhes do jogo.

Antes disso, porém, a Nintendo Store australiana recebeu uma atualização com o preço do remake, e esse valor pode dar uma pista sobre o tamanho das mudanças feitas no clássico.

Segundo o Vooks, a versão digital aparece por 94,95 dólares australianos, cerca de R$ 350 em conversão direta. O valor corresponderia a uma faixa de US$ 59,95 nos Estados Unidos, aproximadamente R$ 308 pela cotação atual.

O preço alimenta a dúvida sobre um remake 1:1

É uma situação curiosa: jogadores podem acabar decepcionados justamente porque o preço não é maior. O motivo está na possibilidade de Ocarina of Time Remake seguir muito de perto o jogo de 1998, com poucas mudanças além da parte visual.

Parte do público gostaria de uma reformulação bem maior, incluindo sistemas que envelheceram ao longo das últimas décadas.

O jogo original chegou ao Nintendo 64 em 1998, e existe uma visão bastante difundida de que algumas de suas mecânicas já não funcionam tão bem pelos padrões atuais.

A lógica por trás dessa preocupação passa pelo próprio preço. Caso a Nintendo estivesse preparando uma reconstrução mais ampla de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, a tendência seria cobrar mais pelo jogo.

Se a conversão indicada pela loja australiana estiver correta, o remake ficará em uma faixa parecida com Yoshi and The Mysterious Book e abaixo de Donkey Kong Bananza.

A questão também não se resume a receber mais conteúdo pelo dinheiro. Ela está ligada ao papel que Ocarina of Time teve quando chegou ao mercado.

Ocarina of Time mudou conceitos dos jogos em 3D

Ocarina of Time apresentou o sistema de Z-targeting para combates em três dimensões, uma solução tão fundamental que conceitos semelhantes continuam presentes em jogos de ação quase três décadas depois.

O jogo também transformou o cavalo em uma parte funcional da exploração, em vez de tratá-lo apenas como um recurso secundário.

O ciclo entre dia e noite fazia o jogador planejar determinadas ações, enquanto a viagem no tempo usava o próprio mundo para mostrar as consequências das escolhas e da passagem dos anos.

Hyrule Field também esteve entre os primeiros grandes espaços virtuais em que atravessar o mapa tinha peso dentro da experiência.

É possível traçar uma linha desse conceito até jogos como Shadow of the Colossus, Skyrim e, anos depois, The Witcher 3.

É justamente esse histórico que torna a possibilidade de um remake quase idêntico ao original, com aparência renovada e poucas mudanças estruturais, uma escolha considerada limitada por parte do público.

Ocarina of Time não construiu sua reputação apenas pelo acabamento. O jogo adotou ideias pouco exploradas na época e encontrou soluções para problemas de design que a indústria ainda estava começando a compreender.

Por isso, uma versão que modernize somente os gráficos pode acabar preservando justamente a parte menos importante do legado do jogo. Por outro lado, todo esse receio pode desaparecer durante o Zelda Direct.

Existe também a possibilidade bem mais simples: a Nintendo pode ter escolhido cobrar menos pelo jogo desta vez. Para o bolso, pelo menos, essa teoria seria uma boa notícia.