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Remake de Zelda: Ocarina of Time para Switch 2: Data, preço e detalhes do jogo

Remake de Ocarina of Time chega ao Switch 2 em 5 de novembro de 2026, com gráficos atualizados, câmera livre, salto manual e ocarinas reais.
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Durante o Zelda 40th Anniversary Direct, a Nintendo apresentou o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2.

Depois de meses de rumores e especulações, já há detalhes sobre os recursos e a data de lançamento da nova versão do jogo com as melhores avaliações de todos os tempos. As informações divulgadas já formam um panorama completo do projeto.

O produtor da série, Eiji Aonuma, comandou uma demonstração de gameplay com 15 minutos, apresentou o remake como parte das comemorações pelos 40 anos da franquia e definiu o jogo como uma interpretação fiel do original de 1998, feita com tecnologias modernas.

Link toca uma ocarina azul em um campo, com a mensagem You played Zelda's Lullaby! na tela e a sequência de botões Y X A Y X A.

Data de lançamento, plataformas e preços

Anunciado em junho, durante o Summer Game Fest 2026, The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2.

Não haverá versão para o primeiro Switch, algo compatível com a ampla reformulação visual.

Na parte dos preços, uma listagem da loja australiana da Nintendo vista antes do Direct indicava a edição digital por AU$ 94,95, cerca de US$ 59,95.

Os valores foram confirmados: a versão digital custará US$ 59,99, enquanto a edição física sairá por US$ 10 a mais.

A primeira tiragem da versão física terá uma embalagem comemorativa com arte de capa metalizada e texturizada. Essa edição ficará disponível somente enquanto durarem os estoques.


Um estojo para Nintendo Switch com a arte de Zelda 2, detalhes verdes e dois zíperes sobre uma superfície texturizada.

Uma mão insere um console Nintendo Switch verde, identificado como Switch 2, em uma base com padrões triangulares dourados e pretos.

Um Nintendo Switch Pro Controller com design verde e dourado de Zelda sobre uma base de carregamento.

Hardware e acessórios de aniversário

Uma semana antes do lançamento do jogo, em 29 de outubro, a Nintendo colocará no mercado uma pequena linha de hardware com o tema da Triforce:

Produto Data de lançamento Observações
Console Nintendo Switch 2 - Zelda 40th Anniversary Edition 29 de outubro de 2026 Sem bateria substituível pelo usuário no lançamento
Nintendo Switch 2 Pro Controller - Anniversary Edition 29 de outubro de 2026 Disponível com ou sem suporte de exposição
Estojo de transporte para Nintendo Switch 2 + película de tela 29 de outubro de 2026 Design da Triforce

O Pro Controller com suporte de exposição será exclusivo da Nintendo Store. Já o console comemorativo virá sem bateria substituível pelo usuário, seguindo as revisões de bateria adotadas pela Nintendo em produtos selecionados.

Duas ocarinas também serão lançadas: uma versão tocável para quem quiser usar o instrumento de verdade e um modelo elétrico da HORI, capaz de reproduzir notas separadas ou músicas inteiras ao toque de um botão. As duas têm ligação direta com um recurso do jogo abordado adiante.

Também estão previstos para 2027 novos amiibo de Young Link e Young Zelda. As figuras liberam máscaras especiais no jogo com um estilo gráfico retrô.

Já o amiibo Mineru's Construct, de Tears of the Kingdom, anunciado anteriormente, será lançado em 17 de setembro.


Um personagem parecido com Link, de The Legend of Zelda, cavalga um cavalo empinado por um campo gramado sob um céu azul e limpo.

Um personagem de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom empunha uma espada brilhante diante de um espírito verde em um ambiente místico.


Gênero e ambientação

The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um jogo de ação e aventura em terceira pessoa para um jogador, baseado em exploração, masmorras e quebra-cabeças.

O remake mantém essa estrutura sem tentar mudar a essência do original.

Aonuma comparou a identidade do jogo com a fase moderna da série, em especial Breath of the Wild. Nos títulos atuais, o jogador recebe um mundo aberto e pode seguir para onde quiser.

Ocarina of Time tem outro tipo de apelo: uma aventura guiada e estruturada, com progressão fixa pelas masmorras. O cenário continua sendo o reino de Hyrule, com a geografia do jogo original preservada.

Link começa em Kokiri Forest, lar dos Kokiri e da Great Deku Tree, espírito guardião da floresta. Seu estado debilitado dá início à aventura.

Depois, o mapa se abre em Hyrule Field, área central que conecta as regiões do reino. Death Mountain pode ser vista ao longe, enquanto Hyrule Castle Town funciona como o movimentado centro social do mapa.

Um dos pilares da história continua intacto: o jogador controla Link criança e adulto, viajando entre duas eras de Hyrule.

Aonuma citou esse recurso, o sistema de mira e a introdução das tribos Goron e Zora entre os motivos que fizeram do original de 1998 um ponto decisivo para a série.

Entre os personagens exibidos na apresentação estão Saria, amiga de infância de Link entre os Kokiri; Mido, o Kokiri mandão que protege o caminho até a Deku Tree; e Navi, a fada encarregada de acompanhar Link.

As masmorras ficam espalhadas por diferentes áreas de Hyrule, e o interior da Great Deku Tree serve como a primeira delas.



Recursos e mecânicas de jogo

As duas principais melhorias de qualidade de vida do remake de Ocarina of Time corrigem grandes limitações presentes no título original:

  • A câmera agora pode ser controlada livremente pelo analógico direito. Durante a demonstração, Aonuma comentou que isso parece óbvio para quem jogou qualquer título nas últimas duas décadas. O controle do Nintendo 64, porém, tinha apenas um analógico, o que impedia a rotação livre da câmera. A mudança altera a maneira como o jogador observa cada ambiente.
  • Link agora pode saltar ao pressionar um botão. No original, o salto era automático e dependia da aproximação de uma beirada. Agora, o comando é manual e pode ser encadeado para atravessar espaços. A natação também recebeu ajustes, com maior velocidade e a opção de mergulhar ao encontrar algo sob a superfície.

A cambalhota está de volta, mas com uma alteração: ao segurar o botão A, Link emenda o movimento em uma corrida. Aonuma recomendou o comando para percorrer distâncias maiores.

Como muitos jogadores usavam o truque de cancelar a cambalhota para ganhar velocidade em 1998, transformar a técnica em uma corrida oficial faz sentido.

O sistema de mira Z, inaugurado por Ocarina of Time e depois adotado amplamente pela indústria, continua presente.

Aonuma também mostrou Deku Nuts usadas para atordoar inimigos antes do ataque. Segundo ele, o maior poder de processamento do Nintendo Switch 2 torna as ações mais ágeis e satisfatórias.

A troca de itens agora usa um único botão, como nos jogos recentes de Zelda.

Armas de longo alcance, como o estilingue, aceitam mira por movimento, enquanto o botão de alvo oferece um ajuste imediato para disparos mais ágeis.

Navi retorna como a fada companheira de Link e ganhou uma função um pouco maior. Ouvir suas orientações antes de uma luta revela dicas sobre como derrotar inimigos específicos.

Uma Hyrule mais viva

Várias mudanças da Nintendo buscam tornar o mundo mais povoado, e não apenas funcional. Todos os personagens encontrados por Link têm vozes durante as cenas dentro do jogo.

Os diálogos também foram ampliados para que as personalidades fiquem mais evidentes. Aonuma usou Saria, na Floresta Kokiri, e Mido, o mandão garoto Kokiri, como exemplos.

A cidade do Castelo de Hyrule também foi amplamente reconstruída. O original usava uma câmera fixa nesse local.

Agora, o jogador pode olhar livremente ao redor, e espaços que serviam apenas como cenários planos em 1998 se tornaram áreas exploráveis, incluindo becos.

Também será possível ouvir fofocas dos moradores e participar de minijogos nas lojas. Aonuma comentou que alguns jogadores devem passar bastante tempo explorando essas atividades.

A mudança de maior impacto talvez esteja no funcionamento do tempo. No original, o relógio parava sempre que Link entrava em uma cidade. No remake, o ciclo entre dia e noite continua em qualquer local.

Como certos eventos só acontecem em períodos específicos, o jogador precisará considerar o horário ao planejar suas ações.

Threads of Time

O recurso inédito Threads of Time mostra o progresso da história e o objetivo atual a qualquer momento.

Essas informações também aparecem em uma grande tapeçaria, preenchida aos poucos conforme o avanço pela campanha de Ocarina of Time.

Talvez o principal recurso desta versão dependa diretamente do hardware do Switch 2.

Ao cantarolar ou tocar uma das melodias aprendidas por Link perto do microfone integrado do console, o personagem reproduz a música dentro do jogo.

O sistema também reconhece instrumentos reais. É justamente para essa função que servem as futuras ocarinas funcionais e elétricas da HORI citadas anteriormente.

Aonuma demonstrou a Sun's Song transformando a noite em dia e a Epona's Song convocando um cavalo.

A montaria continua restrita ao Link adulto, e essa parte não foi mostrada para que os jogadores a descubram por conta própria.

Integração com o ZELDA NOTES

Ocarina of Time passa a integrar a lista de jogos compatíveis com o ZELDA NOTES, ao lado de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.

O serviço complementar fica disponível no Nintendo Switch App e reúne os seguintes recursos:

  • Today's Record — registro cronológico das atividades diárias, acompanhado de estatísticas como o número de inimigos derrotados.
  • Gossip Quest — busca por locais dentro do jogo a partir de imagens com dicas exibidas no celular. A atividade concede pontos que podem ser usados em partituras para ocarina.
  • Play Ocarina — ocarina virtual controlada pela tela sensível ao toque do aparelho. Pode ser tocada livremente, com orientação ou em modo automático. Partituras personalizadas podem ser compartilhadas por QR Code.
  • Ocarina of Time Quiz — questionário com mais de 2.000 perguntas e uma tentativa por dia. Tentativas extras podem ser compradas com rupees conquistadas dentro do jogo.


Tecnologia e especificações

Como o jogo será exclusivo do Nintendo Switch 2, não há requisitos de sistema para PC.

A Nintendo também não divulgou metas de resolução ou taxa de quadros, algo comum na comunicação da empresa. Esses detalhes devem surgir por meio de análises técnicas.

A empresa confirmou uma reformulação completa da apresentação. Os gráficos foram refeitos até nas texturas de cada material.

A roupa e os equipamentos de Link também foram reconstruídos para representar melhor os materiais usados em cada peça.

Aonuma disse diretamente que o objetivo nunca foi buscar fotorrealismo. A equipe escolheu um estilo que reinterpreta o original e, ao mesmo tempo, preserva a sensação nostálgica.

As discussões internas sobre o caminho visual teriam sido extensas. A Nintendo também cita tempos de carregamento menores, desempenho bem mais fluido e ações com respostas mais ágeis.

Uma ausência foi proposital: as telas de carregamento entre determinadas áreas foram mantidas. De acordo com Aonuma, a decisão preserva a essência do jogo original.

Em um hardware capaz de fazer essas transições sem interrupções, trata-se de uma escolha de fidelidade, e não de uma limitação técnica.

Essa pode se tornar uma das decisões de design mais controversas entre a comunidade de Zelda. Afinal, conservar uma tela de carregamento por opção é um tipo bem específico de nostalgia.

Na parte sonora, os efeitos foram atualizados e a trilha recebeu novos arranjos em formato orquestral sinfônico. O tema da tela de título entrou no Nintendo Music logo após o Direct e já pode ser ouvido no serviço.