No Brasil, existem diversas lojas de videogames. Nos Estados Unidos, os jogadores contam com a GameStop. No Canadá, a principal rede é a EB Games.
Já no Reino Unido, esse papel foi ocupado pela GAME, uma das maiores varejistas focadas em videogames no país. Agora, a empresa está prestes a encerrar suas três últimas lojas físicas independentes.
Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, a GAME entrou em administração, termo usado no Reino Unido quando uma empresa declara insolvência.
Poucos dias depois, o site The Game Business, com base em informações publicadas pela VGC, informou que as três unidades restantes da marca seriam fechadas.
A empresa enfrenta mais uma vez dificuldades financeiras. Mesmo com o fim das lojas de rua, a GAME continuará operando seu site oficial.
Além disso, a marca seguirá presente dentro de outras lojas pertencentes ao grupo Frasers Group, funcionando como espaços dedicados à venda de jogos dentro desses estabelecimentos.
Porém, não haverá mais lojas exclusivas da GAME funcionando de forma independente. A GAME foi comprada pelo Frasers Group em 2019. Desde então, a empresa vem reduzindo seus serviços.
Em janeiro de 2024, encerrou o programa de troca de jogos usados. Em julho do mesmo ano, deixou de aceitar reservas de jogos nas lojas físicas. Entre essas mudanças, em abril de 2024, a companhia demitiu a maior parte de seus funcionários.
O fim das trocas e das reservas foi uma decisão específica da GAME, mas o cenário de cortes e fechamento de lojas não é exclusivo da empresa britânica. Redes como GameStop e EB Games também fecharam unidades e realizaram demissões nos últimos anos.
Muitos consumidores ainda compram jogos em mídia física, mas a maior parte das vendas acontece hoje em lojas digitais disponíveis nos próprios consoles e computadores, como Steam, PlayStation Store, Xbox Store e Nintendo eShop.
A situação das lojas especializadas em videogames vem se agravando há anos, com a migração do público para o formato digital.
O fechamento das últimas unidades independentes da GAME marca o fim de uma fase importante no varejo de jogos no Reino Unido.
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Em 2023, o diretor-geral da empresa, Nick Arran, disse que a GAME não deixaria de vender videogames para focar apenas em brinquedos ou outros produtos físicos.
Em entrevista ao site GamesIndustry.Biz, ele declarou que os jogos eram o centro do negócio e que a empresa pretendia continuar vendendo mídias físicas.
Arran comparou edições de colecionador ao mercado de discos de vinil e citou consumidores que preferem comprar um produto físico para presentear, em vez de oferecer apenas um código digital.
Ele também falou que a empresa precisava agir de forma realista, já que a expectativa era de queda nas vendas de jogos físicos, e que seria necessário buscar alternativas para compensar essa redução.
Três anos depois dessas declarações, a GAME deixará de ter lojas próprias nas ruas do Reino Unido. A marca seguirá com espaços dentro de outras redes do grupo Frasers, mas o futuro dessas operações dependerá do desempenho da empresa nos próximos anos.








