Chips de 2nm da TSMC entram no centro da corrida global por IA

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A TSMC deve enfrentar uma das disputas mais intensas já vistas com a chegada do seu processo de fabricação de chips em 2 nanômetros (2nm).

A nova tecnologia está sendo bastante procurada por grandes empresas do setor de semicondutores, como NVIDIA, AMD e desenvolvedores de chips personalizados (ASICs), todos tentando garantir espaço na capacidade de produção da fabricante taiwanesa.

De acordo com informações publicadas pelo Ctee, o processo N2 já registra uma das maiores demandas da história da empresa. No início, a adoção deve ser puxada por clientes do setor mobile, como Apple e Qualcomm.

Depois dessa fase inicial, a atenção tende a se voltar para companhias focadas em inteligência artificial, que dependem cada vez mais de chips avançados para sustentar novos projetos.

O cenário mostra uma disputa forte entre clientes de dispositivos móveis e empresas de computação de alto desempenho (HPC).

Nos últimos anos, companhias ligadas à inteligência artificial passaram a representar uma fatia importante da receita da TSMC. Com o avanço para os nós de classe 2nm, a influência desses fabricantes deve crescer ainda mais.

Um dos pontos que pode trazer dificuldade é manter bons níveis de rendimento na produção, já que os chips estão cada vez maiores e mais complexos em termos de empacotamento.

Em relação aos próximos produtos, a AMD deve usar o processo de 2nm na futura linha Instinct MI400, prevista para o segundo semestre.

Já a NVIDIA prepara uma nova geração baseada na arquitetura chamada Feynman, que deve utilizar o processo A16, de 1,6nm.

Ao mesmo tempo, empresas como Amazon e Google, que desenvolvem chips próprios para data centers e serviços em nuvem, também devem ocupar parte relevante da produção em 2nm da TSMC para suas próximas arquiteturas.

A cada avanço de processo, como aconteceu nas transições de 5nm para 4nm e depois para 3nm, a TSMC vem registrando recordes de adoção por parte dos clientes.

Isso ocorre porque a evolução tecnológica ligada à Lei de Moore segue sendo prioridade em um momento em que a capacidade de processamento se tornou o principal foco do setor.

Como a TSMC lidera o mercado global de fundição de semicondutores, grande parte dessa demanda acaba concentrada na empresa, já que existem poucas alternativas com o mesmo nível tecnológico.

Recentemente, o CEO da NVIDIA comentou que a TSMC precisará ampliar sua capacidade produtiva para acompanhar o ritmo acelerado do mercado de inteligência artificial. Segundo ele, a produção pode até dobrar ao longo da próxima década.

Com a expansão global de infraestrutura voltada para IA, a procura por chips avançados e também por serviços de empacotamento especializado (OSAT) cresce em ritmo elevado, aumentando ainda mais a pressão sobre a fabricante taiwanesa.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.