A fábrica da Samsung em Taylor, nos Estados Unidos, passou a ganhar atenção no mercado de chips depois que um relatório indicou que a unidade virou a principal escolha de clientes que buscam alternativas à TSMC.
O interesse cresce em um momento em que a Intel enfrenta dificuldades para cumprir prazos e metas de produção. Com o aumento dos investimentos em fábricas nos Estados Unidos, voltou o debate sobre qual empresa pode atuar como fornecedora secundária de semicondutores.
Durante muito tempo, a TSMC conseguiu atender toda a demanda de seus clientes, mas a corrida por chips para inteligência artificial criou um gargalo na cadeia de suprimentos.
Esse cenário levou empresas como AMD, NVIDIA, Qualcomm e Apple a buscar um segundo parceiro. Segundo análise do Deutsche Bank, citada por Jukan, a Samsung Foundry lidera essa disputa.
Deutsche Bank: As TSMC's capacity fills up, Samsung and Intel are expected to benefit from the "6 major customers" including Apple and Nvidia
Deutsche Bank stated in a recently released research report that global semiconductor foundry giant TSMC is facing a "happy dilemma." Its…
— Jukan (@jukan05) January 19, 2026
O relatório aponta que a planta de Taylor deve receber pedidos de empresas que procuram serviços de fabricação de chips no território americano. A avaliação é que a execução da Intel passa por problemas, o que abriu espaço para a concorrente sul-coreana.
Clientes como Qualcomm e AMD estudam encomendas ligadas ao processo de 2 nanômetros da Samsung, conhecido como SF2 e suas variações. A empresa já fechou acordos com nomes como NVIDIA e Apple, fator que aumenta a confiança de novos clientes.

Informações recentes indicam que a Samsung decidiu priorizar a unidade de Taylor, com a transferência de linhas para produção em 2 nanômetros e novos investimentos em empacotamento avançado.
Fabricantes sem fábrica própria procuram hoje uma alternativa ao processo N3 da TSMC. As opções mais próximas são o 18A da Intel e o SF2 da Samsung, ambos em uma classe mais avançada de tecnologia.
O movimento de empresas americanas em direção às duas companhias mostra que há espaço para mais participantes no setor. Os pedidos ainda não chegaram à fase de produção em larga escala, etapa vista como o próximo desafio para Samsung e Intel.
As duas disputam contratos de clientes que querem usar uma estratégia com dois fornecedores, para reduzir riscos na fabricação de chips.








