Um sistema de LiDAR usado em carros pode ser forte o bastante para causar dano permanente à câmera de um smartphone quando o aparelho é apontado diretamente para ele.
Montadoras como a Volvo usam esse tipo de tecnologia para ajudar o veículo a enxergar o ambiente em três dimensões com alta precisão, por meio de pulsos rápidos de luz infravermelha.
Essa luz não aparece a olho nu, mas se torna visível na tela do celular quando a câmera é direcionada para o sensor do carro, momento em que começam a surgir falhas na imagem que indicam possível dano ao componente.
Filming this car's LiDAR system breaks the phone camerapic.twitter.com/PVMGhpvzbt
— Massimo (@Rainmaker1973) January 16, 2026
Os celulares usam sensores CMOS, que reagem com facilidade a feixes intensos de luz infravermelha. Um vídeo publicado pela conta @Rainmaker1973 na rede social X mostra um Volvo EX90 com um módulo de LiDAR instalado no teto.
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Esse conjunto faz parte de um sistema avançado de assistência ao motorista, capaz de acionar freio automático, evitar colisões e ajustar a velocidade conforme o tráfego, além de identificar pessoas, ciclistas, pedestres, objetos na pista e outros obstáculos.
O mesmo sistema também pode danificar a câmera de um telefone, como aparece nas imagens. Durante a gravação, o visor do aparelho começou a apresentar falhas com marcas em tons de rosa e roxo, formando pontos semelhantes a estrelas e um rastro apontando para o sensor do carro.
Esses sistemas costumam usar lasers infravermelhos com comprimento de onda de 1.550 nanômetros. Quando a câmera fica exposta por tempo suficiente, podem surgir pixels mortos de forma definitiva.
Além do aquecimento gerado, o sensor CMOS não foi feito para receber um feixe concentrado de luz criado para refletir em objetos a centenas de metros de distância. Em relação aos olhos humanos, não há motivo para preocupação.
Veículos com esse tipo de equipamento recebem certificação de laser Classe 1 e são considerados seguros no uso normal, já que a potência é baixa e esse comprimento de onda não chega à retina.
O problema atinge quase só os sensores das câmeras. Por isso, quem não quiser correr risco deve evitar apontar o celular para o LiDAR de um carro, principalmente no aparelho usado no dia a dia.








