Atualmente a Square Enix concentra seus esforços em Final Fantasy VII Revelation, terceiro e último capítulo dos remakes. O jogo chegará ao PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2.
A proposta de mundo aberto e os ajustes no combate e na personalização dos personagens sustentam a expectativa de que o título redefina os RPGs japoneses, conhecidos como JRPGs.
As formas de lutar de Cid e Vincent são outro ponto forte. Junto das demais mudanças, elas devem deixar o jogo bastante divertido.
A popularidade duradoura de Cloud, Barret, Tifa, Aerith e Sephiroth deu origem à Compilation of Final Fantasy VII e à série de remakes.
Pelas declarações do produtor Yoshinori Kitase, esse interesse pode dar continuidade ao universo de Final Fantasy VII. Mas isso talvez não seja o que a franquia precisa, diante do silêncio sobre Final Fantasy XVII.
Reação do público pode levar a mais projetos após Revelation
Em entrevista ao GamerBraves, Kitase falou sobre o esforço da equipe para concluir a série de remakes com a melhor qualidade possível:
"Neste jogo da série de remakes, queríamos passar a sensação de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para chegar à melhor qualidade possível. E trabalhamos muito para isso."
Segundo o produtor, quando o desenvolvimento do Final Fantasy VII original terminou, a equipe acreditava ter concluído seu trabalho. A resposta do público mudou esse cenário:
"Os personagens eram tão populares, e essa popularidade durou tanto... A reação do público a eles foi o que deu origem também a derivados como Advent Children e Crisis Core."
Por enquanto, a equipe dedica todos os esforços a Final Fantasy VII Revelation, tratado como o encerramento da série. Ainda assim, esse pode não ser o fim:
"Quem sabe qual será a reação do público e como as pessoas vão aproveitar esta série e seu encerramento."
Final Fantasy VII pode passar a representar toda a franquia?
A fala de Kitase não chega a surpreender, dada a popularidade de Final Fantasy VII em comparação com boa parte dos outros jogos da franquia. Mas o momento é incomum.
Final Fantasy VII Remake e Final Fantasy VII Rebirth coexistiram com Final Fantasy XVI. Revelation é o primeiro remake em desenvolvimento sem sinais de um novo capítulo principal a caminho.
A falta de informações sobre Final Fantasy XVII dá margem a dúvidas sobre os planos da Square Enix. A empresa pretende colocar Naoki Hamaguchi na direção do próximo jogo e, por isso, mantém silêncio sobre o projeto?
Ou aguarda a recepção de Revelation para decidir o futuro da franquia, já que Final Fantasy XVI vendeu abaixo das expectativas? Mesmo com o carinho por Final Fantasy VII, a dependência da franquia em relação a ele é motivo de preocupação.
Prolongar essa história só reduziria o valor do original e talvez não trouxesse algo que valesse a pena para a narrativa ou a jogabilidade.
A jogabilidade dos remakes tem muita qualidade, principalmente o sistema de combate. Ainda assim, a equipe pode ter sua liberdade criativa limitada.
Cada recurso ou mecânica precisa se encaixar nos limites já definidos de Final Fantasy VII. Um novo capítulo, ambientado em um mundo inédito, não teria essas restrições.
- Leia também: Square Enix quer melhorar sistema de combate de Final Fantasy VII Revelation, mesmo após sucesso de Rebirth
A esperança é que essas preocupações sejam infundadas e venham apenas dessa situação incomum. E que a série continue explorando novos mundos, como sempre fez, com retomadas ocasionais de jogos antigos.
Se Final Fantasy Resonance tiver bom desempenho, fica também a esperança de que a franquia mantenha jogos tradicionais por turnos, com opções para jogadores de gostos diferentes.








