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Rumor sobre suposta fuga de CEO da Huawei se espalha nas redes sociais chinesas

Rumor circula nas redes chinesas de que Ren Zhengfei, CEO da Huawei, teria fugido do país de barco com a família antes de novas restrições de saída, mas ainda não há provas
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Um rumor sobre Ren Zhengfei, CEO da Huawei, circula nas redes sociais chinesas. Ele teria saído da China por mar com a família, dias antes de novas restrições de saída do país.

Não há, até o momento, provas confiáveis de que essa suposta fuga tenha acontecido. Ainda assim, algumas publicações asiáticas já passaram a tratar do assunto (LTN, UDN e China Times).

Rumores começaram com supostas conversas internas

A história começou a circular em 12 de setembro, após a divulgação de capturas de tela atribuídas a conversas internas da Huawei.

As mensagens mencionavam salários não pagos e uma grande presença policial na sede da empresa. Esses relatos contribuíram para a circulação das especulações.

Na mesma época, surgiram rumores de que Zhengfei teria saído do país pela península de Dapeng, em Shenzhen. Supostas testemunhas teriam identificado um veículo que poderia ter levado a família até a costa.

Também circula a informação, sem confirmação, de que a família estaria incomunicável desde 11 de setembro. A Huawei ainda não havia negado a história, o que tem alimentado as especulações.

Novas regras de saída da China são citadas como possível motivo

Nas redes sociais chinesas, usuários associam a suposta fuga às regras previstas para entrar em vigor em 15 de setembro.

As medidas buscam impedir que profissionais de engenharia transfiram conhecimento de setores sujeitos a controles de exportação. Também visam desestimular viagens a países considerados de alto risco, como o Japão.

Pelas regras, as autoridades podem solicitar documentos ou dados para verificar a identidade dos viajantes e o motivo da viagem.

Cidadãos com destino a países de alto risco podem receber orientações de cautela. Viagens a locais sob o nível máximo de alerta também podem ser desaconselhadas.

Quem cometer crimes no exterior que prejudiquem a segurança nacional da China poderá ficar de seis meses a três anos sem sair do país após o retorno.

As restrições também atingem quem violar regras de exportação ou de comércio de tecnologia, além de pessoas que possam colocar em risco a segurança industrial ou tecnológica nacional.

Profissionais ligados aos setores chineses de veículos elétricos, painéis solares e terras raras estarão sujeitos a uma fiscalização mais rigorosa.

Dada a importância estratégica da Huawei para a China, é razoável considerar que seus executivos também passem por controles mais rigorosos nas fronteiras.

O episódio é tratado como o de maior repercussão em torno da Huawei desde pelo menos 2020, em uma comparação com a prisão da diretora financeira da empresa no Canadá.

Naquele caso, ela esteve sujeita à extradição para os Estados Unidos por uma suposta violação das sanções americanas contra o Irã. A história atual, porém, segue sem provas confiáveis de que Zhengfei tenha fugido da China.