Ciência

SpaceX quer criar constelação com 1 milhão de satélites como data centers no espaço

SpaceX pede autorização para lançar 1 milhão de satélites como centros de dados em órbita, avançando rumo a uma civilização capaz de aproveitar toda a energia do Sol.
Imagem de: SpaceX quer criar constelação com 1 milhão de satélites como data centers no espaço

A SpaceX enviou um novo pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para obter autorização e lançar até 1 milhão de novos satélites.

A proposta prevê que esses equipamentos funcionem como centros de dados em órbita, voltados para processamento de inteligência artificial. Segundo a empresa, esse seria o primeiro passo concreto em direção a uma civilização de Nível II na escala de Kardashev.

No documento enviado à FCC no dia 30 de janeiro, a SpaceX solicita permissão para operar uma "constelação de um milhão de satélites que funcionam como data centers orbitais".

A empresa disse que colocar em funcionamento essa estrutura representaria um avanço rumo a uma civilização capaz de aproveitar toda a energia do Sol, ao mesmo tempo em que daria suporte a aplicações de inteligência artificial para bilhões de pessoas e contribuiria para um futuro com presença humana em mais de um planeta.

A ideia é usar a energia solar disponível no espaço de forma contínua, já que fora da atmosfera não há interrupções como as causadas pelo clima ou pelo ciclo de dia e noite na superfície da Terra.

Essa estratégia se aproxima do conceito de uma civilização Tipo II na escala de Kardashev, que seria capaz de utilizar praticamente toda a energia gerada por sua estrela.

Em teoria, isso poderia envolver estruturas como a chamada Esfera de Dyson, uma megaconstrução formada por painéis solares ao redor de uma estrela para captar quase toda a sua energia.

No plano da SpaceX, porém, os satélites orbitariam a Terra, e não o Sol. O novo pedido chega pouco depois de a empresa receber autorização da FCC para operar até 15 mil satélites de segunda geração do sistema Starlink.

Com isso, a SpaceX pode lançar cerca de 7.500 novos equipamentos para completar esse total na chamada geração Gen2. Os satélites Gen2 do Starlink contam com maior capacidade de transmissão de dados e menor latência.

De acordo com as informações divulgadas, eles oferecem até 20 vezes mais capacidade de tráfego em comparação com a geração anterior.

Também contam com tecnologia Direct-to-Cell, que possibilita conexão direta com celulares comuns, sem necessidade de alterações nos aparelhos.

Além disso, têm maior capacidade de manobra em órbita e sistema automático para evitar colisões. Há ainda a expectativa de que o Starlink seja usado para viabilizar conexão direta via satélite nos futuros modelos iPhone 18 Pro.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, os próximos iPhones devem oferecer suporte à tecnologia 5G Non-Terrestrial Network (NTN), que permite que torres de celular utilizem satélites para ampliar a área de cobertura.

Mesmo com os avanços recentes do Starlink, o novo plano apresentado à FCC vai muito além das iniciativas anteriores da empresa.

A proposta de lançar até 1 milhão de satélites como centros de dados em órbita entra para a história como o primeiro movimento comercial viável em direção a um cenário associado a uma civilização Tipo II na escala de Kardashev.

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