O design com notch em formato de gota começou a aparecer no fim de 2017, quando fabricantes de smartphones com Android buscavam uma forma de se diferenciar dos modelos da Apple, especialmente da linha iPhone.
Além da mudança visual, a ideia era aumentar a proporção entre tela e corpo do aparelho, algo que virou tendência naquele período.
Com o passar do tempo, esse formato foi substituído pelo recorte em formato de furo na tela, enquanto os displays de 90Hz deram lugar aos painéis de 120Hz, que passaram a dominar o mercado.
Porém, um novo rumor indica que esse cenário pode mudar. Segundo as informações, fabricantes estão avaliando o retorno de soluções mais antigas, incluindo o notch em formato de gota, telas de 90Hz e materiais externos mais simples.
O motivo seria o aumento dos custos de memória e armazenamento, que tem pressionado a indústria. Além dessas mudanças, a memória RAM dos smartphones também pode sofrer redução.
Ainda assim, existe a possibilidade do retorno do suporte para cartões microSD, o que ajudaria a compensar o espaço interno mais limitado. A escassez de memória DRAM tem levado diversas empresas a procurar alternativas para reduzir gastos.
O informante Digital Chat Station, conhecido na plataforma Weibo, comentou anteriormente que a combinação de memória LPDDR6 com armazenamento UFS 5.0 já ultrapassaria o custo do Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro.
Com isso, fabricantes estariam antecipando ajustes, incluindo o retorno de designs mais antigos e telas com menor taxa de atualização.
Antes dos painéis de 120Hz se tornarem comuns, as telas de 90Hz chegaram primeiro aos smartphones, entregando navegação mais fluida sem consumir tanta bateria.
Outro ponto importante é que esses displays são mais baratos para produção em larga escala. Mesmo assim, a escassez de DRAM parece estar acelerando a volta dessa tecnologia.
Outra mudança mencionada envolve o retorno do suporte a cartões microSD. Em dezembro, o informante Repeater 002 comentou que fabricantes estariam planejando bandejas híbridas, capazes de acomodar SIM físico e cartão de armazenamento ao mesmo tempo.
Além disso, configurações de RAM podem cair para 8GB, enquanto modelos de entrada poderiam chegar com apenas 4GB, como forma de reduzir custos.
Existe ainda outro possível efeito desse cenário. Com menos memória disponível, desenvolvedores teriam que otimizar melhor seus aplicativos.
Também há expectativa de aparelhos com corpo em policarbonato ou plástico, substituindo o alumínio, já que essa também é uma estratégia para diminuir gastos de produção.
No geral, esse movimento indica que consumidores podem pagar mais caro por smartphones com especificações mais simples e design mais antigo, consequência direta do aumento nos custos de memória e armazenamento.
O aumento nos custos de DRAM e armazenamento pode provocar uma mudança significativa no mercado de smartphones. Fabricantes avaliam o retorno de soluções antigas, como notch em formato de gota, telas de 90Hz, menor quantidade de RAM e construção em plástico.
Ao mesmo tempo, o suporte ao microSD pode voltar como alternativa para compensar limitações internas. Esse cenário indica uma possível redução nas especificações, mesmo com preços mais elevados, refletindo o impacto direto da escassez de componentes na indústria móvel.








