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Linha iPhone 18 pode ficar até R$ 570 mais cara por causa da alta na memória

Apple pode aumentar preços da linha iPhone 18 devido a alta nos custos de memória e armazenamento.
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A estratégia da Apple de manter os preços dos MacBooks enquanto outras fabricantes aumentam valores pode estar chegando ao fim.

Segundo analistas do Morgan Stanley, o possível aumento deve aparecer na linha iPhone 18, em meio ao crescimento dos custos de memória e armazenamento no mercado global.

Afinal, segurar preços para sempre em 2026 virou quase um esporte radical. O Morgan Stanley acredita que a Apple não conseguirá vender os futuros modelos da linha iPhone 18 pelos mesmos preços praticados nos equivalentes da linha iPhone 17.

A estratégia da empresa começou a ganhar forma quando a Apple decidiu não aumentar os preços dos MacBooks, mesmo com a Microsoft elevando os valores da linha Surface em meio ao cenário de inflação e alta nos custos de componentes.

Depois desses reajustes, a diferença de preços entre os produtos das duas empresas ficou ainda mais evidente. O Surface Pro de 12 polegadas agora parte de US$ 1.049, cerca de R$ 5.980 na cotação atual.

Já o MacBook Air M4 de 13 polegadas custa a partir de US$ 999, aproximadamente R$ 5.690. Como comparação, a versão básica do Surface era vendida anteriormente por US$ 799, algo em torno de R$ 4.550.

Na faixa mais cara, o Surface Laptop de 15 polegadas com 64 GB de RAM, chip Snapdragon X Elite e SSD de 1 TB passou para US$ 3.649, cerca de R$ 20.790.

Enquanto isso, o MacBook Pro de 16 polegadas com chip M5 Pro, mesma quantidade de memória e armazenamento, parte de US$ 3.299, aproximadamente R$ 18.800.

A estratégia de manter os preços também apareceu recentemente quando a Apple decidiu encerrar a versão básica do Mac mini M4 com 256 GB de armazenamento, em vez de aumentar o valor do produto.

Mesmo assim, o cenário econômico começou a pesar. Durante a última divulgação de resultados financeiros, a Apple admitiu que espera um aumento "substancial" nos custos de memória no trimestre encerrado em junho.

A empresa também comentou que pretende usar diferentes estratégias para reduzir os efeitos disso nas margens de lucro, algo que pode incluir reajustes de preços.

Com isso, o analista Erik Woodring, do Morgan Stanley, agora espera que a Apple aumente em US$ 100 os preços da linha iPhone 18 em comparação com os modelos equivalentes do iPhone 17.

Na conversão direta, isso representa cerca de R$ 570 a mais. Ainda assim, o relatório aponta que esse reajuste não deve afetar muito a vantagem competitiva da Apple no mercado premium.

Isso porque outras fabricantes também vêm elevando preços de maneira agressiva. Algumas empresas chinesas, por exemplo, estariam tendo custos de produção de até US$ 917, cerca de R$ 5.220, em smartphones topo de linha da categoria Ultra.

A Samsung também aumentou os preços da linha Galaxy S nos últimos anos sem mudanças muito grandes em hardware ou recursos como compensação.

Mesmo assim, a tentativa da Apple de mostrar controle sobre a cadeia de produção e evitar reajustes de preços parece ter encontrado um limite diante da alta nos custos de memória.

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