Em um momento de forte instabilidade no fornecimento de memória no mercado global de smartphones, a Apple trouxe uma informação relevante durante sua conferência de resultados nesta semana.
A empresa disse que a principal limitação para seus produtos não está na memória, mas sim na capacidade de produção em nós avançados da TSMC.
Para ter ideia da escala, estimativas conservadoras indicam que os iPhones devem consumir cerca de 2,4 exabytes de memória ao longo deste ano.
Mesmo assim, a empresa diz não enfrentar falta desse componente e, ao mesmo tempo, tenta manter os preços dos seus produtos estáveis.
Esse posicionamento pressiona fabricantes chinesas, já que a Apple passa a disputar mais diretamente participação nesse mercado.
Estratégia da Apple pressiona fabricantes chinesas no segmento premium
No início de abril, surgiram informações da cadeia de suprimentos indicando que a Apple estava comprando praticamente "toda a memória DRAM móvel disponível no mercado", o que dificultaria o acesso de concorrentes a esses componentes.
Poucos dias depois, a Daishin Securities confirmou parte dessas informações ao apontar que a empresa estaria acumulando memória para limitar a capacidade de envio de rivais.
Ao mesmo tempo, a Apple teria elevado sua meta de envios de iPhones para cerca de 240 milhões de unidades, ainda considerada conservadora.
SIG Semi-Distro channel check notes ( $INTC, $SNDK, $MRVL etc): pic.twitter.com/gSygyuKFA4
— Sean (@Sean14978416) May 3, 2026
Um novo relatório indica que a Apple, com movimento semelhante da Samsung, está ampliando sua presença no mercado de LPDDR ao fechar acordos de longo prazo com grandes fornecedores de memória. Paralelamente, a empresa tenta segurar os preços de seus produtos o máximo possível.
Quando aumentos se tornam inevitáveis, a estratégia inclui reduzir ou ajustar versões mais básicas, como ocorreu recentemente com o Mac mini com chip M4, mantendo valores mais estáveis nas versões mais caras.
Esse cenário pressiona fabricantes chinesas, que enfrentam custos de produção elevados. Em alguns casos, o custo de materiais (BOM) de smartphones topo de linha chega a cerca de US$ 917 — aproximadamente R$ 4.600 na cotação atual.
Chinese OEMs are weighing whether to cancel or make Ultra flagships more exclusive as BOM costs hit about $917. It raises a real question: were Apple and Samsung right to pace their upgrades instead of pushing specs too aggressively? pic.twitter.com/mxLDlqv9rV
— Schrödinger (@phonefuturist) May 3, 2026
Com isso, segundo o informante Schrödinger, algumas empresas avaliam até encerrar versões Ultra de seus aparelhos, o que abriria mais espaço para Apple e, em menor grau, Samsung.
Ao considerar que a linha iPhone 17 já teria alcançado cerca de 20 milhões de ativações na China, sendo aproximadamente metade concentrada no iPhone 17 Pro Max, fica evidente a dificuldade dessas fabricantes em competir com a Apple na faixa de preço dos modelos premium.
