A Intel está fazendo mudanças no seu plano para PCs gamer de mesa, com foco em melhorar o desempenho usando novas tecnologias de hardware e software.
Intel quer alcançar CPUs X3D da AMD com nova estratégia para os próximos anos
Em entrevista ao site PCGamesHardware, Robert Hallock falou sobre os planos da equipe de CPUs voltadas ao consumidor, incluindo desktops, notebooks e PCs portáteis.
Ele já vinha comentando essa estratégia nas últimas semanas, e agora deu mais detalhes. Uma mudança importante veio após a Intel analisar o mercado atual e observar o que a concorrência está fazendo.
A empresa percebeu que os processadores X3D da AMD têm tido bom desempenho entre consumidores. Com isso, a Intel revisou seu plano para os próximos cinco anos e fez ajustes no foco voltado a jogos.
Mais otimizações, suporte mais longo e foco em entusiastas
Sobre as próximas arquiteturas, como a Nova Lake, Hallock explicou que a latência tem sido mais importante que a frequência dos núcleos.
Isso já aparece na linha Core Ultra 200S Plus, que teve ganhos de desempenho ao reduzir a latência entre chips, mesmo sem aumentar a frequência.
A Intel também fez mudanças no lado do software. Segundo a empresa, só atualizar o hardware já não é suficiente.
Para melhorar o desempenho, é preciso investir em otimizações de software e no agendamento de tarefas. Ferramentas como o Intel Binary Optimization Tool e melhorias no Thread Director e no APO seguem essa linha.
Hallock disse que a empresa quer reduzir a latência nos jogos e ajustar melhor o uso dos núcleos, principalmente em CPUs com muitos núcleos, como modelos com mais de 24 núcleos.
Ele também comentou que o mercado de jogos para PC, incluindo usuários mais avançados, ainda subestima o papel do software no desempenho. Segundo ele, nenhum jogo atinge o máximo desempenho apenas com hardware.
Cache maior nem sempre resolve
Sobre o uso de cache maior, Hallock disse que essa abordagem funciona como uma solução direta, mas não resolve todos os casos.
Esse tipo de tecnologia ajuda mais em cargas com muitos acessos aleatórios à memória, comuns em jogos criados primeiro para consoles ou baseados em APIs antigas como DirectX 9 e DirectX 11. Já jogos mais recentes ou feitos pensando no PC mostram ganhos menores com mais cache.
Isso levou a Intel a desenvolver o BOT (Binary Optimization Tool), que consegue extrair ganhos extras de desempenho em jogos, mesmo sem depender de mais cache ou hardware mais rápido.
Em alguns casos, esse ganho pode chegar a até 30%. Com isso, a empresa está ampliando o investimento em otimizações de software e também revisando seu plano de hardware.
Arc G3 será voltado para PCs portáteis
Hallock também comentou sobre o Arc G3, novo chip gráfico para dispositivos portáteis. Segundo ele, o modelo não é baseado em chips de notebook, mas sim um projeto novo feito para esse tipo de aparelho.
O Arc G3 deve usar a base do Panther Lake, com foco em desempenho e eficiência para jogos em PCs portáteis. A expectativa é que os primeiros dispositivos com esse chip apareçam na Computex, que acontece em cerca de um mês.
No geral, a Intel ajusta sua estratégia para jogos ao combinar mudanças em hardware com foco maior em software, mirando ganhos de desempenho de forma mais ampla.
