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Xbox ainda não decide sobre exclusivos, mas diz que próxima geração terá foco em console

Xbox apresenta nova estratégia com redução de preço do Game Pass e foco em jogos de alta qualidade.
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Esta semana foi movimentada para a marca Xbox. Há poucos dias, a nova CEO Asha Sharma confirmou a redução de preço do Game Pass Ultimate e apresentou um novo plano, foco e identidade para a marca nesta nova fase sob sua gestão.

Agora, em entrevista ao Game File, ela e o diretor de conteúdo Matt Booty detalharam como enxergam o futuro da plataforma e disseram que ainda não têm uma resposta para uma das principais dúvidas do público.

Booty e Sharma comentaram os pontos citados no memorando interno divulgado recentemente, começando pelo reforço do serviço de assinatura Xbox Game Pass.

Segundo Sharma, a ideia é ter "mais jogadores que gostam da assinatura, que permaneçam por mais tempo e que estejam satisfeitos".

A redução de preço do Game Pass Ultimate e do PC Game Pass, junto com a retirada de novos títulos da franquia Call of Duty no lançamento, faz parte de uma estratégia que, segundo a executiva, busca alcançar esses três objetivos.

"Estamos pensando no Game Pass em duas etapas", disse Sharma.

"A primeira é garantir que seja acessível, o que já ajustamos. A segunda é entender o que representa valor depois de oito anos do lançamento do serviço, com o mercado mudando e uma nova geração chegando. Estamos analisando diferentes caminhos."

Um desses caminhos, segundo informações já conhecidas, é um novo plano mais barato do Game Pass com pacote do Discord Nitro, apesar disso ainda não ter sido anunciado oficialmente.

Sobre os jogos disponíveis no serviço, principalmente os desenvolvidos pela Xbox Game Studios, Booty disse que o foco será em pontos básicos como frequência de lançamentos, planejamento e qualidade.

Para ele, acertar nesses três pontos cria condições para alcançar um jogo que conquiste o prêmio de Jogo do Ano (GOTY).

Já faz tempo que um título da Xbox Game Studios não recebe esse tipo de reconhecimento de forma ampla, e a percepção de que os jogos da marca são bons, mas não chegam ao topo, pode afastar parte do público.

Além disso, mesmo que um estúdio da Xbox lance um candidato a GOTY, não é mais necessário ter um console da marca para jogar. Por enquanto, isso continua assim.

Questionados sobre mudanças nesse modelo, Sharma e Booty não deram uma resposta direta. No memorando divulgado, a empresa apenas disse que pretende "reavaliar a estratégia de exclusivos, janelas de lançamento e uso de IA", com mais detalhes no futuro.

Na entrevista mais recente, Sharma reforçou que a decisão será baseada em dados e estratégia, e que a equipe prefere analisar com calma antes de definir os próximos passos.

Segundo ela, a prioridade é tomar a decisão correta, mesmo que leve mais tempo. Outro ponto abordado foi a próxima geração de consoles, chamada de Gen9, também conhecida como Project Helix.

O plano envolve investir em recursos do console e melhorar desempenho, estabilidade e qualidade geral do sistema. A Nintendo mostra há anos que potência não é tudo em um console.

Jogos exclusivos ainda têm peso importante na escolha do público. Mesmo com a promessa de investir em uma experiência de alto nível, a avaliação pode variar caso não existam exclusivos no futuro.

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