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Teleconferência da Intel mostra avanço em fabricação e foco em IA

Intel supera previsão de receita no 1º trimestre de 2026 e projeta crescimento no 2º trimestre, com áreas de fundição e data center com IA registrando aumento.
Imagem de: Teleconferência da Intel mostra avanço em fabricação e foco em IA

O $INTC subiu forte após superar a previsão de receita no 1º trimestre de 2026 e divulgar uma projeção positiva para o 2º trimestre.

As áreas de fundição e data center com IA cresceram no período, enquanto a divisão de PCs teve leve queda, influenciada pela inflação e pela crise na oferta de memória RAM.

Alguns avaliam que a alta das ações não acompanha os resultados deste trimestre. Após analisar a teleconferência de resultados da Intel, a leitura aqui é diferente. A seguir estão os principais trechos apresentados.

Intel Foundry - 18A supera projeções internas de rendimento, 14A segue em desenvolvimento

"Fizemos progresso constante com Intel 4 e Intel 3, e os rendimentos do 18A agora estão acima das projeções internas, representando uma mudança relevante na execução e na produção final das fábricas", Lip-Bu Tan, teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2026.

Como principal processo da área de fundição, o 18A concentra grande parte das expectativas. O ex-CEO Pat Gelsinger chegou a dizer que apostou a empresa nesse projeto. O 18A serve de base para produtos que vão do Wildcat Lake ao Clearwater Forest.

Por isso, aumentar o rendimento é importante, ainda mais com limitações de capacidade em tecnologias anteriores. Superar as metas internas de produção indica um cenário mais estável e ajuda a atrair clientes externos.

"Os rendimentos e o desempenho do 14A estão avançando mais rápido que o 18A no mesmo estágio, e seguimos desenvolvendo kits de design com vários clientes avaliando a tecnologia. ... Esperamos ver compromissos de design a partir da segunda metade de 2026, com expansão para o início de 2027", Lip-Bu Tan, teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2026.

O avanço do 14A segue dentro do esperado. Se as metas forem cumpridas, acordos com clientes podem começar a surgir na segunda metade de 2026.

Até agora, a empresa não confirmou produtos próprios nesse processo. Há expectativa de produção em grande volume por volta da segunda metade de 2027, o que pode indicar anúncios em breve.

Roteiro de processos da Intel Foundry para 2025
O mais recente roteiro de processos de fundição da Intel. Imagem: Intel Corporation

Data Center e IA (DCAI) - foco em aceleradores e empacotamento avançado

Ao falar sobre a disputa com rivais de x86 e ARM, Lip-Bu Tan citou o uso de empacotamento avançado e integração de chips como diferencial, principalmente em soluções XPU, que combinam diferentes arquiteturas.

"Acho que temos uma grande vantagem não só com CPU, mas também com empacotamento avançado e fundição. [...] Estamos chamando isso de XPU. Além da CPU, estamos expandindo a GPU com novas contratações. Também estamos entrando em aceleradores para atender desde a borda até aplicações de IA física", Lip-Bu Tan, teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2026.

Após cancelar o projeto Falcon Shores, a empresa mudou a estratégia para aceleradores de IA. Surgiram nomes como Jaguar Shores e, mais recentemente, Crescent Island, um modelo mais simples baseado na arquitetura Xe3P com 160 GB de memória LPDDR5X.

Mesmo com essas iniciativas, ainda não há um concorrente direto para soluções como a linha MI350 e a futura MI450 da AMD. Isso levanta dúvidas sobre a presença da empresa no mercado de inferência de IA.

Ainda assim, se a expansão da equipe de GPU focar nesse segmento, pode surgir concorrência mais direta no futuro. Por enquanto, esse é um ponto que vale acompanhar.

Intel Xeon

CPUs podem ganhar mais espaço que GPUs em novas cargas de IA

Ao comentar o mercado total para CPUs, o CFO David Zinsner explicou a mudança na proporção entre CPUs e GPUs.

"Em treinamento, normalmente são sete ou oito GPUs para uma CPU. Na inferência, esse número cai para três ou quatro GPUs por CPU. Em sistemas com agentes e múltiplos agentes, pode chegar a uma proporção de um para um ou até inverter um pouco", David Zinsner, teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2026.

Com o avanço de sistemas baseados em agentes, a demanda por CPUs pode crescer mais que a de GPUs. Nesse cenário, várias CPUs cuidariam da organização das tarefas, enquanto uma GPU ficaria responsável pela inferência de modelos de linguagem.

Isso mudaria o modelo atual, em que uma CPU atende várias GPUs ao mesmo tempo. Caso essa tendência avance, a empresa pode se beneficiar do controle sobre produção e integração de chips, algo citado várias vezes durante a apresentação, enquanto o mercado de IA segue em evolução.

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