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Qualcomm pode perder espaço em notebooks com estratégia atual de chips Snapdragon X

Qualcomm lança chipsets de alta geração para notebooks, mas enfrenta críticas por preço alto e problemas de compatibilidade.
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Um trio de chipsets de nova geração para notebooks começou a chegar ao mercado. O Snapdragon X2 Elite Extreme é a versão mais avançada da geração, seguido pelo Snapdragon X2 Elite e, por fim, pelo Snapdragon X2 Plus.

Esses chips foram feitos para competir com a linha M da Apple. A empresa de San Diego tem várias opções para fabricantes, mas é aí que surge o problema.

Uma discussão no Reddit aponta que essa divisão por níveis de produtos pode estar prejudicando a posição da empresa. A sugestão é focar primeiro no segmento mais avançado e só depois expandir para modelos mais baratos.

A estratégia atual busca margens maiores, mas com menor adoção. Com concorrentes como AMD, Intel e os chips da própria Apple no mercado, fica mais difícil ganhar espaço.

Preço alto e problemas de compatibilidade pesam

Cobrar caro por notebooks com Snapdragon não faz muito sentido se esses modelos ainda enfrentam problemas de compatibilidade.

Um usuário do Reddit, "Zeewass", comenta que a Qualcomm tem boa tecnologia, mas a estratégia de preço e de produtos não está alinhada.

Ele cita que a Apple já vende modelos como o MacBook Neo por cerca de US$ 589,99 (aproximadamente R$ 3.000 na cotação atual), o que aumenta a pressão competitiva. Na visão dele, lançar vários chips ao mesmo tempo não resolve esse cenário.

O comentário também compara com o início da linha M da Apple. A empresa lançou primeiro o Apple M1 e depois versões mais avançadas, como Apple M1 Pro e Apple M1 Max.

A ideia seria a Qualcomm seguir caminho parecido focando em chips de alto nível, ganhar espaço nesse segmento e depois ampliar a oferta.

Notebooks com hardware mais avançado também costumam ter melhor controle de qualidade, tanto em software quanto em hardware, o que evita ajustes frequentes por parte do usuário.

Segundo o usuário, o custo-benefício de um notebook premium com Snapdragon cai rápido se os problemas de compatibilidade continuam.

Em comparação, máquinas com chips da AMD e Intel tendem a ter menos dificuldades nesse ponto. Outra sugestão é reduzir o preço dos chipsets para melhorar a competitividade.

Se a meta for crescer no longo prazo, a empresa pode precisar aceitar margens menores no início, até ganhar confiança do público e aumentar a adoção.

O comentário também ganha força por casos reais. Já foi relatado que um usuário do ASUS Vivobook S15 com Snapdragon X Plus não recebeu atualizações de software desde junho de 2025.

Isso obrigou o dono a fazer testes por conta própria para tentar melhorar o funcionamento do notebook. A falta de suporte em modelos mais baratos pode afastar consumidores, caso não haja mudanças.

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