A introdução da arquitetura de memória unificada mudou o rumo dos MacBooks. Enquanto outras fabricantes ainda tentam acompanhar, a Apple segue à frente e aproveita o cenário atual de alta nos custos de memória — algo que já aparece em análises sobre escassez de memória que encarece notebooks — sem repassar aumentos grandes aos seus produtos.
Com esse novo design, a empresa de Cupertino deve subir posições no mercado de notebooks. A expectativa é alcançar o terceiro lugar global, ultrapassando a Dell. Segundo uma consultoria, uma decisão específica que ajudou nesse avanço foi o lançamento do MacBook Neo.
O segmento de notebooks mais baratos não era foco da Apple até a chegada do MacBook Neo. Agora, a empresa deve registrar um aumento de 22% nos envios de notebooks, segundo um relatório do ZDNET.
A consultoria Sigmaintel estima que o mercado global de laptops deve atingir 181,1 milhões de unidades neste ano, uma queda de 8% em relação aos 196,7 milhões do ano anterior.
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Essa redução tem relação com o aumento nos custos de memória DRAM e armazenamento, que levou fabricantes a elevar preços e, com isso, reduziu a demanda.
A Dell, uma das principais concorrentes, deve ver seus envios caírem de 24,2 milhões para 22,5 milhões de unidades em 2026. Com isso, a Apple pode ultrapassar a rival e assumir a terceira posição no ranking global.
A arquitetura de memória unificada ajuda no crescimento por reduzir a latência e melhorar eficiência e desempenho — conceito que também aparece em produtos recentes como o chip M3 Ultra com memória unificada avançada.
Ainda assim, a empresa deixava de lado o público que busca opções mais acessíveis. Esse cenário mudou com o lançamento do MacBook Neo.
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O modelo parte de US$ 589 (cerca de R$ 3.000 na conversão direta, sem impostos), em lojas como a Amazon, o que dificulta a concorrência.
Criar um rival nessa faixa de preço não é simples, já que envolve várias empresas na cadeia de produção, cada uma com sua margem.
A Apple tem uma cadeia de produção mais integrada, usando memória NAND de iPhone no MacBook Neo — estratégia que já vinha sendo citada em rumores sobre MacBook mais barato em desenvolvimento — além de desenvolver seus próprios chips e software.
Isso reduz a divisão de lucros com terceiros. A receita com serviços também ajuda a manter margens menores no hardware e compensar em outras áreas, facilitando a entrada no segmento de notebooks mais baratos.
