A Apple apresentou um novo notebook de entrada chamado MacBook Neo. O aparelho chega como uma opção mais barata dentro da linha da empresa, mas com características que lembram equipamentos de muitos anos atrás.
Modelos mais acessíveis quase sempre trazem cortes em alguns pontos do hardware. Mesmo assim, o MacBook Neo levanta dúvidas. Um dos exemplos está nas duas portas USB-C presentes no notebook.
Apesar de serem visualmente iguais, elas possuem funções diferentes. O problema é que não existe nenhuma indicação sobre qual porta realiza determinada tarefa até que o usuário conecte um acessório.
O dispositivo também usa uma versão reduzida de um sistema em chip, além de um trackpad com recursos limitados. A forma como a Apple definiu as faixas de preço também chama atenção, já que, em alguns casos, o valor aproxima o MacBook Neo de modelos superiores da própria marca.
Mesmo com essas limitações, o notebook traz alguns elementos comuns em produtos recentes da empresa. O MacBook Neo possui tela Liquid Retina de 13 polegadas com resolução de 2.408x1.506 pixels e brilho de até 500 nits.
O design conta com bordas uniformes ao redor da tela, leitor de impressão digital Touch ID, alto-falantes duplos com suporte a Spatial Audio e câmera frontal de 1080p.
O corpo é feito em alumínio colorido e o teclado segue a mesma cor do chassi. Ao comparar com notebooks de outras marcas, o custo-benefício pode parecer menos atrativo.
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— Gregor 🌹🇪🇺🇦🇹 (@salingergregor) March 4, 2026
Um exemplo citado é um laptop da HP com tela sensível ao toque de 15,6 polegadas e resolução maior. Esse modelo também possui mais memória RAM e teclado numérico dedicado.
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Em promoções, ele costuma aparecer com descontos que deixam o preço até abaixo do valor inicial do MacBook Neo. Uma das escolhas de hardware que possui uma explicação técnica envolve a memória RAM de 8 GB.
O chip A18 Pro usado no notebook utiliza a tecnologia InFO-POP (Integrated Fan-Out Package on Package) da TSMC. Nesse tipo de projeto, a memória DRAM fica posicionada diretamente sobre o chip principal como parte do conjunto de silício.
Na teoria, a Apple poderia desmontar o pacote para colocar mais memória, mas esse processo exigiria mais tempo e trabalho, algo difícil de justificar em um produto com margem de lucro pequena.
Mac Neo isn’t groundbreaking. It’s not bad but at $699 for 512GB, it’s hard to justify when an M3 Air is $599 and even an M4 Air can be found used at $699. In Africa’s biggest Apple market: Neo ~₦900K, M4 Air ~₦1.2M, M3 Air ~₦700K. Not compelling.
Best in it's class though. pic.twitter.com/fDcb3TA49X— Schrödinger (@phonefuturist) March 4, 2026
A política de preços também gera debate. A versão com 512 GB de armazenamento foi definida em US$ 699. Esse valor pode ser maior que o preço de um MacBook Air com chip M3 usado, e em alguns casos chega perto de modelos usados com chip M4.
Mesmo com críticas, a expectativa de vendas é alta. A empresa de análise TrendForce calcula que a Apple pode vender entre 4 milhões e 5 milhões de unidades do MacBook Neo. Parte do público que acompanha a marca tende a escolher o novo notebook, mesmo com as limitações apontadas.
O MacBook Neo chega como uma tentativa da Apple de ampliar sua presença no segmento de notebooks mais baratos. O equipamento reúne alguns elementos modernos, como tela de boa qualidade e design semelhante ao de outros MacBooks.
Ainda assim, limitações no hardware, com poucas diferenças nas portas USB-C e uma estratégia de preços próxima de modelos mais avançados geram discussões sobre seu custo-benefício no mercado atual.







