As GPUs Feynman da NVIDIA serão as primeiras a usar Co-Packaged Optics, mas isso nem sempre foi o plano até a empresa mudar de estratégia.
Co-Packaged Optics estava previsto para mais tarde, mas a NVIDIA antecipou o uso nas GPUs Feynman
CPO, ou Co-Packaged Optics (fotônica em silício), é uma solução de próxima geração que reduz o uso de cobre e utiliza luz para transferir sinais.
Esses módulos ficam integrados ao lado de aceleradores como GPUs e devem ser importantes para centros de IA, com menor latência na comunicação e conexões de alta largura de banda entre CPU e GPU.
Pelos planos iniciais, o CPO só chegaria ao mercado por volta de 2033. Agora, a NVIDIA adiantou esse cronograma em cinco anos e prevê o uso em 2028 com as GPUs Feynman.
Um relatório do Nikkei Xtech aponta que, com a expansão das empresas de IA, a distância entre sistemas pode passar de 10 km.
Nesse cenário, os dados precisam trafegar em velocidades de centenas de gigabits por segundo ou mais. Métodos tradicionais dificultam isso, e a solução óptica entra como alternativa ao cobre na transmissão de dados.

Dentro desse contexto, o grupo Optical Compute Interconnect Multi-Source Agreement (OCI-MSA) foi criado em março, reunindo empresas como NVIDIA, Broadcom, AMD, Meta, OpenAI e Microsoft.
A NVIDIA, sendo a maior entre elas, será a primeira a levar uma solução com CPO ao mercado com as GPUs Feynman em 2028. Durante a GTC 2026, a NVIDIA confirmou que as GPUs Feynman vão usar empilhamento 3D de chips.
Com essa técnica, existe a possibilidade de ver os primeiros chips gráficos com camadas empilhadas em 3D da empresa. Também há indicação de parceria com a Intel na fabricação, usando tecnologias de encapsulamento como o EMIB para produzir os chips Feynman.
Outro ponto citado é a memória. Em vez de usar a próxima geração padrão de HBM, a NVIDIA agora indica o uso de uma versão personalizada para as GPUs Feynman.
Enquanto a arquitetura Rubin deve usar HBM4 e a Rubin Ultra HBM4E, a solução da Feynman pode ser uma variação dessas memórias ou até um novo padrão próprio baseado em HBM5.

A empresa também confirmou o nome da próxima arquitetura de CPU para data centers. As GPUs Feynman não vão usar a arquitetura Vera.
No lugar, haverá uma nova CPU chamada Rosa, em referência à física americana e ganhadora do Nobel, Rosalyn Sussman. Ainda não há detalhes técnicos divulgados.
Além disso, a NVIDIA segue com planos de lançar vários chips para suas plataformas de IA, incluindo BlueField-5, NVLink 8 com CPO, Spectrum 7 204T, também com CPO, e o CX10. A previsão é que as soluções com CPU Rosa e GPUs Feynman cheguem em 2028.
A AMD também trabalha em sua própria tecnologia de Co-Packaged Optics em parceria com a GlobalFoundries e deve lançar as primeiras GPUs MI500 com esse recurso por volta do mesmo período.