A Qualcomm confirmou que vai aumentar os preços de parte dos seus produtos por causa da alta nos custos dos fornecedores.
Segundo um relatório da Bloomberg, a empresa enviou uma carta aos clientes informando que o reajuste de dois dígitos será aplicado aos produtos enviados a partir de 1º de setembro.
Entre os chips que devem ficar mais caros estão o Snapdragon 8 Elite Gen 6 e o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro. Como o Snapdragon Summit está marcado para 22 de setembro, a expectativa é que os dois processadores sejam apresentados já com os novos preços.
Custos de produção e mercado em baixa pressionam a Qualcomm
De acordo com o relatório, a Qualcomm tentou absorver o aumento dos custos dos fornecedores pelo maior tempo possível, mas decidiu repassar parte desse impacto aos clientes. A empresa também buscou componentes de outros fornecedores, porém não conseguiu reduzir as despesas.
Além da crise no mercado de memória DRAM, a fabricante também convive com a demanda mais baixa por smartphones, cenário que afeta diretamente as vendas da divisão de chips para celulares.
Por causa desse momento, a Qualcomm passou a investir mais em infraestrutura para inteligência artificial e também ampliou sua atuação no setor automotivo.
Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro deve ser o mais afetado
Rumores já indicavam que os wafers de 2 nanômetros da TSMC, com custo estimado de US$ 30 mil por unidade, pressionariam o preço do Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro. O chip também teria preço superior a US$ 300.
Fabricantes que pretendem combinar o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro com memória LPDDR6 e armazenamento UFS 5.0 podem ter custos de aproximadamente US$ 600 apenas com esses componentes.
- Leia tambem: Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro deve trazer GPU mais rápida, suporte à LPDDR6 e barramento 50% maior
Por outro lado, a expectativa é que o Snapdragon 8 Elite Gen 6 padrão receba um reajuste menor. Com isso, ele deve ser adotado em maior volume por fabricantes de smartphones, oferecendo menos concessões em relação ao modelo Pro.
Além dos dois processadores, a Qualcomm pretende ampliar seu portfólio com quatro novos chips produzidos nos processos de 2nm e 3nm. A ideia é oferecer mais opções de desempenho e preço aos parceiros.
Caso a crise da memória DRAM continue pelos próximos anos, a empresa também deve concentrar uma parte maior dos investimentos em áreas como data centers voltados para inteligência artificial.
