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NVIDIA GeForce GTX 10 "Pascal" completa 10 anos com um dos maiores saltos de desempenho já vistos nas GPUs

NVIDIA celebra 10 anos da linha GeForce GTX 10, que revolucionou o mercado de placas de vídeo com desempenho e eficiência energética.
Imagem de: NVIDIA GeForce GTX 10 "Pascal" completa 10 anos com um dos maiores saltos de desempenho já vistos nas GPUs

Antes da linha RTX, existia a GTX. E a última geração GeForce GTX, a série GeForce GTX 10 "Pascal", ainda tem muitos adminiradores até hoje por causa do enorme salto de desempenho que trouxe para as placas de vídeo.

A NVIDIA lançou as primeiras GPUs Pascal em maio de 2016 com a linha GeForce GTX 10. Agora, a família completa 10 anos.

Muita coisa mudou no mercado de placas de vídeo para games desde então, mas a era GTX 10 continua marcada na memória de muita gente.

Na época, a GTX 1080 rodava DOOM 2016 acima dos 200 FPS durante uma demonstração. The Witcher III também ganhou melhorias com as GPUs Pascal, incluindo recursos como HairWorks e efeitos de pelos mais avançados.

A série GeForce GTX 10 ainda chegou com clocks acima de 2 GHz, ótimo potencial para overclock e consumo de energia muito eficiente, superando até a já conhecida linha GTX 900 "Maxwell".

A chegada da série GTX 10 coincidiu com o período em que a AMD trabalhava nas GPUs RX Vega. Só que, quando as placas Vega ficaram prontas, a GTX 1080 já estava consolidada no mercado.

Pouco depois, a GTX 1080 Ti apareceu com um salto de desempenho inesperado e complicou ainda mais a vida da concorrência. O pessoal da Radeon provavelmente precisou de um café bem forte naquela época.

A linha NVIDIA GeForce GTX 10 "Pascal" teve vários modelos. Ela começou na GT 1010 com 2 GB de memória e foi até as GTX 1080 Ti e Titan Xp, com 11 GB e 12 GB de VRAM, respectivamente.

A série GeForce 10 também lembra uma época mais simples do PC gaming. Ainda não existiam recursos de IA nos jogos, e tudo dependia basicamente da renderização tradicional.

Tecnologias como DLSS, Path Tracing e Neural Rendering ainda estavam longe do mercado. Naquele período, as fabricantes focavam em adicionar mais capacidade de processamento, mais shaders e mais memória para jogos com texturas melhores e gráficos mais pesados.

Também era um tempo em que ninguém precisava pesquisar se o conector da placa iria derreter depois de algumas horas de uso.

Pode parecer exagero nostálgico, mas muita gente viveu a fase da GeForce GTX 10. Isso não significa que IA, Ray Tracing ou DLSS sejam ruins.

Pelo contrário, essas tecnologias mudaram bastante os games atuais. Só que o cenário dos jogos para PC mudou muito na última década, e parte dos jogadores ainda sente saudade daquele período.

NVIDIA Pascal FINAL

Os gráficos evoluíram de forma enorme nesses últimos 10 anos. Jogos antigos pareciam impressionantes na época, mas os títulos atuais avançaram bastante em qualidade visual, fidelidade gráfica e imersão.

Antigamente, Crysis era usado como referência máxima para gráficos pesados no PC. Hoje, Cyberpunk 2077 supera Crysis em praticamente todos os aspectos visuais.

Jogos como Alan Wake 2, Pragmata, Dead Space Remake, Indiana Jones and the Great Circle e Clair Obscur: Expedition 33 também elevaram bastante o nível gráfico em comparação aos títulos da geração passada.

Apenas um ano depois da GTX 1080 Ti, a NVIDIA lançou a série GeForce RTX 20 "Turing". A nova geração trouxe suporte para Ray Tracing e DLSS pela primeira vez com a marca RTX, mudando o mercado de jogos para PC.

Mas essa já é outra história. A linha GeForce GTX 10 continua lembrada pelo ótimo desempenho, boa eficiência energética e custo-benefício forte em uma geração que marcou época.

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