Hardwares

Samsung testa Exynos de 1,4nm com 96 MB de cache e clocks de até 4,5 GHz

Samsung inicia testes de chip Exynos 1,4nm com clocks mais altos e cache de 96 MB.
Imagem de: Samsung testa Exynos de 1,4nm com 96 MB de cache e clocks de até 4,5 GHz

O processo de 2nm GAA ainda deve passar por mais algumas versões antes de a Samsung ganhar confiança suficiente na sua futura litografia de 1,4nm.

Mesmo assim, isso não impediu a empresa de iniciar os primeiros testes de um novo chip Exynos usando essa tecnologia, de acordo com informações recente.

As especificações iniciais apontam clocks mais altos e um System Level Cache (SLC) de 96 MB — um número bem acima do que existe hoje em smartphones. Porque aparentemente 10 MB já não era exagero suficiente.

Aparentemente, o novo Exynos de ponta deve continuar usando uma CPU com 10 núcleos, enquanto o processo de 1,4nm da Samsung pode entregar um ganho de até 25% em eficiência energética.

O Exynos 2700 ainda nem foi lançado, mas o perfil @SPYGO19726 compartilhou detalhes do primeiro SoC de 1,4nm da gigante sul-coreana.

Isso acontece mesmo com rumores de que a Samsung estaria tendo dificuldades com essa tecnologia, priorizando o processo de 2nm para focar na estabilidade de produção, em vez de tentar competir diretamente com a TSMC neste momento.

Segundo as informações iniciais, o novo Exynos em 1,4nm terá uma CPU de 10 núcleos dividida na configuração "2 + 4 + 4".

Os dois núcleos Prime operariam em até 4,50 GHz. Já os núcleos de desempenho chegariam a 3,80 GHz, enquanto os quatro núcleos de eficiência trabalhariam em 2,00 GHz.

Ainda assim, o detalhe que mais chama atenção é o cache SLC integrado de 96 MB. O vazador também cita um barramento ultralargo para reduzir a latência entre CPU e GPU.

O SLC ajuda a diminuir o tempo de acesso à memória e aumenta a largura de banda ao armazenar dados usados com frequência diretamente no cache.

Detalhes da próxima geração do Exynos, fabricado no processo de 1,4nm da Samsung

Quanto maior esse cache, mais rápido e eficiente o sistema tende a ser, já que componentes como CPU, GPU, NPU e ISP não precisam ficar ativos o tempo todo para trocar informações.

O problema é que esse tipo de cache ocupa uma área grande no chip, e quanto maior o chip, maior também o custo de produção em massa. Em outras palavras, desempenho alto costuma vir acompanhado de uma conta nada simpática.

Também é importante lembrar que o maior cache SLC em chips para smartphones atualmente é de 10 MB, presente no Dimensity 9500. Saltar para 96 MB faria a Samsung criar um chip grande demais para celulares tradicionais.

Por outro lado, existem outros tipos de dispositivos que poderiam aproveitar essa tecnologia. Como essas especificações ainda são iniciais, o ideal é tratar tudo com cautela por enquanto.

Mais vistos da semana