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Kojima diz que não está em conflito com a Sony, mas queria ter sido avisado sobre Physint

Hideo Kojima comenta o fim do apoio da Sony a Physint, diz que queria ter sido avisado antes e explica por que o projeto pode trocar de engine.
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Dez dias antes da entrevista, uma mudança importante envolvendo Physint ganhou espaço na indústria de jogos AAA. Em junho, a Sony decidiu parar de financiar o novo projeto de Hideo Kojima.

Physint é tratado como um sucessor espiritual de Metal Gear. Após a decisão da Sony, Kojima fechou uma parceria com o Xbox para seguir com o desenvolvimento do jogo.

Uma semana depois, o diretor anunciou que Bill Skarsgård, ator em ascensão na carreira, será o protagonista de Physint.

Kojima ficou em choque com decisão da Sony

Em entrevista à IGN, Kojima voltou a falar do assunto e explicou como recebeu a notícia. Segundo ele, a Sony Interactive Entertainment pediu uma reunião por Zoom sem qualquer aviso sobre o motivo.

Durante a conversa, a empresa disse que não poderia mais financiar o desenvolvimento de Physint. Kojima disse que ficou em choque e teve dificuldade para entender o que estava ouvindo.

A situação do mercado de jogos já era conhecida por ele, com estúdios fechando e projetos sendo cancelados. Mesmo assim, o diretor acreditava que Physint estava seguro dentro da Sony.

Segundo Kojima, a notícia foi tão inesperada que ele mal consegue lembrar dos detalhes da reunião. A mesma sensação teria atingido outros integrantes da equipe.

Ele também disse que nada havia preparado o estúdio para a decisão da Sony de abandonar o projeto. Naquele momento, uma das primeiras preocupações era saber o que aconteceria a partir do dia seguinte.

Estúdio com cerca de 200 funcionários entrou nas preocupações

Parte da preocupação estava ligada à própria Kojima Productions, que atualmente conta com cerca de 200 funcionários.

A situação mudou quando Kojima procurou o Xbox, empresa que já trabalhava com o estúdio no jogo experimental de terror OD.

O Xbox demonstrou interesse na proposta de Physint e também compartilhou a ideia de transformar o projeto em uma franquia maior, com possível expansão para filmes e produções de TV.

Kojima queria ter sido avisado antes

Outro ponto da entrevista envolve a relação entre Kojima e a Sony após a reunião de junho. Segundo o diretor, não houve novo contato da empresa desde então.

Ainda assim, ele diz que não existe briga ou disputa entre os dois lados. O incômodo está na forma como a decisão foi comunicada.

Kojima lembrou que trabalha com a Sony há cerca de 30 anos e considera que uma relação tão longa poderia ter levado a uma conversa anterior sobre o futuro de Physint.

Em vez disso, a reunião de junho trouxe a decisão já tomada. O diretor indicou ainda que sua relação com a atual administração da Sony é diferente daquela mantida com executivos do passado.

Ao longo dos anos, Kojima teve proximidade com nomes como Ken Kutaragi, Kazuo Hirai e, mais recentemente, Jim Ryan.

Ryan estava no comando quando Physint recebeu sinal verde dentro da Sony. Nenhum desses executivos ocupa hoje as mesmas funções na empresa.

No Xbox, a mudança de liderança também mexeu com Kojima. Ele ficou triste com a saída de Phil Spencer, a quem considera um amigo, mas criou uma boa relação com a nova CEO do Xbox, Asha Sharma.

Physint ainda pode trocar de engine

A mudança de parceiro também pode atingir a parte técnica do projeto. Kojima disse que ainda não existe uma decisão definitiva sobre qual engine será usada em Physint.

A Kojima Productions trabalhou com a Decima Engine, tecnologia da Guerrilla, nos dois jogos da série Death Stranding. Com o fim do financiamento da Sony, Physint pode seguir outro caminho e adotar a Unreal Engine.

Por enquanto, a escolha técnica continua em aberto enquanto o projeto segue agora sob a parceria entre Kojima Productions e Xbox.