A Intel Foundry pode ter alcançado um novo avanço, após a Intel anunciar planos para se unir ao projeto TeraFab da Tesla. A iniciativa tem como meta entregar 1 terawatt (TW) de capacidade computacional por ano.
Trata-se de um movimento inesperado, mas que já vinha sendo cogitado há algum tempo. O projeto TeraFab da Tesla foi detalhado por Elon Musk há poucos dias, com destaque para a escala de produção da futura instalação.
Como a Tesla não possui propriedade intelectual de nós de fabricação nem experiência na indústria de semicondutores, já se esperava uma parceria com fundições existentes, e a Intel foi a escolhida.
A colaboração entre Intel e Tesla foi divulgada na página oficial da empresa na rede social X. Há algum tempo, já se discutia uma possível cooperação entre Intel e Tesla, já que ambas compartilham o objetivo de ampliar a capacidade de fabricação nos Estados Unidos.
Intel is proud to join the Terafab project with @SpaceX, @xAI, and @Tesla to help refactor silicon fab technology.
Our ability to design, fabricate, and package ultra-high-performance chips at scale will help accelerate Terafab’s aim to produce 1 TW/year of compute to power… pic.twitter.com/2vUmXn0YhH
— Intel (@intel) April 7, 2026
A proposta do TeraFab é reduzir a dependência de empresas como a TSMC e criar linhas domésticas capazes de produzir chips em escala várias vezes maior que a atual rede de fábricas.
O projeto também inclui planos de produção fora da Terra, embora, neste momento, o foco esteja na parceria industrial.
"Elon tem um histórico de repensar setores inteiros. Isso é exatamente o que a fabricação de semicondutores precisa hoje. O TeraFab representa uma mudança na forma como lógica de silício, memória e encapsulamento serão produzidos no futuro. A Intel tem orgulho de ser parceira e trabalhar de perto com Elon neste projeto estratégico." — Lip-Bu Tan, CEO da Intel
Elon Musk já havia demonstrado interesse em produzir chips de 2 nm com o TeraFab. Sem experiência anterior no setor, a Tesla dificilmente conseguiria executar o projeto sozinha.
Por isso, esperava-se uma parceria baseada em licenciamento, na qual uma fundição forneceria a tecnologia de processo, enquanto a Tesla financiaria e estruturaria a infraestrutura de produção. Esse cenário se concretizou com o acordo envolvendo a Intel Foundry.
Sabe-se que o processo 18A já entrou em produção na Fab 52, no Arizona, desde o quarto trimestre do ano passado, indicando que os Estados Unidos contam com infraestrutura para produção avançada de chips.
A expectativa é que a Intel ajude a Tesla a estruturar a instalação em Austin, no Texas, adaptando-a ao modelo de fundição da empresa. Isso pode acelerar o início da produção em massa.
Nesse cenário, o processo 18A poderia ser licenciado para produção, mantendo a marca atual ou com ajustes, dependendo do design dos chips AI6 da Tesla.

Ainda não há detalhes sobre a divisão de receitas dos chips produzidos na instalação. Mais informações devem surgir posteriormente. Além da produção com 18A, também existe a possibilidade de tecnologias como EMIB e variações serem fabricadas no Texas.
O acordo entre Intel e Tesla atende a dois pontos principais: ampliar a cadeia de produção doméstica e estabelecer a base para o projeto TeraFab.
Os próximos passos da parceria ainda dependem de novos anúncios, mas a movimentação indica mudanças importantes no setor de semicondutores.
A parceria entre Intel e Tesla pode acelerar o desenvolvimento do TeraFab e fortalecer a produção de chips nos Estados Unidos.
Com a possível adoção do processo 18A e a construção de novas instalações, o projeto passa a ter uma base técnica mais sólida, enquanto a indústria acompanha os desdobramentos do acordo.