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Fortnite volta à App Store no mundo todo; Epic fala em "começo do fim da taxa da Apple"

Fortnite volta à App Store após seis anos de disputa judicial com a Apple.
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A longa disputa judicial entre a Epic Games e a Apple envolvendo Fortnite e a App Store, iniciada há seis anos, ganhou mais um capítulo importante.

Depois de anos de batalhas na Justiça, mudanças nas regras da App Store e discussões sobre taxas cobradas em aplicativos, Fortnite voltou ao iOS em praticamente todas as regiões do mundo.

O conflito começou quando a Epic adicionou ao Fortnite um sistema próprio de pagamentos, sem usar o modelo da Apple, que cobra até 30% sobre compras feitas dentro de aplicativos no iPhone e iPad.

A decisão acabou tirando o jogo da App Store e deu início a uma das maiores disputas da indústria de tecnologia e games dos últimos anos.

A única exceção nesse retorno global é a Austrália. Apesar de a Epic ter vencido sua disputa contra a Apple no país no ano passado, Fortnite ainda não voltou ao iOS por lá.

Em uma publicação no blog oficial, a Epic diz que a Justiça australiana considerou ilegais vários termos usados pela Apple com desenvolvedores, mas que a empresa continua aplicando essas regras.

Segundo a Epic, o objetivo agora é conseguir novas decisões judiciais que encerrem essas práticas e tragam mudanças para desenvolvedores e usuários do iOS.

Enquanto a disputa continua na Austrália, o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, comemorou a volta de Fortnite à App Store e comentou que a empresa se prepara para a "batalha final" contra a Apple.

Como parte da campanha, a Epic também publicou uma paródia de um antigo comercial da Apple, repetindo a estratégia usada em outros momentos do processo.

Em uma publicação no X, antigo Twitter, Sweeney comentou que a Apple passou anos aplicando taxas e recursos diferentes no iOS dependendo da região, além de atrasar decisões relacionadas ao caso.

Segundo ele, a própria Apple informou à Suprema Corte dos Estados Unidos que reguladores de vários países acompanham o processo para decidir quais taxas poderão ser cobradas pela empresa em mercados fora dos EUA.

Para a Epic, isso representa "o começo do fim da taxa da Apple" no mundo todo. O texto publicado pela Epic segue a mesma linha.

A empresa diz acreditar que tribunais e governos passarão a exigir mais transparência sobre os custos e taxas da App Store.

"Continuaremos contestando as práticas anticoncorrenciais da App Store da Apple, que proíbem lojas de aplicativos alternativas e a concorrência no setor de pagamentos... É hora de os órgãos reguladores realmente aplicarem as leis para que desenvolvedores e consumidores em todo o mundo possam se beneficiar de um ecossistema de aplicativos móveis aberto e justo."

A Epic também voltou a criticar práticas da Apple ligadas à proibição de lojas alternativas e à limitação de sistemas de pagamento fora do ecossistema da App Store.

Com a disputa entrando em sua reta final, o caso também pode influenciar outros processos semelhantes na indústria.

Plataformas como Sony e Valve Corporation também enfrentam ações judiciais relacionadas às taxas de até 30% cobradas sobre transações digitais.

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