Quando uma empresa usa o celular de uma concorrente para apresentar um produto no palco, isso não costuma causar boa impressão.
Mesmo assim, Josh Woodward, responsável pelo Google Labs, aplicativo Gemini e AI Studio, apareceu usando um iPhone 17 Pro para demonstrar o Gemini Spark, novo agente de IA da empresa voltado para produtividade.
Como a linha Pixel concorre diretamente com o iPhone, seria mais natural ver um Pixel 10 Pro ou Pixel 10 Pro XL durante a apresentação. Ainda assim, preferências pessoais acabam falando mais alto em alguns casos.
Google tem focado mais nos usuários da Apple
Independentemente das críticas pelo uso do iPhone no palco, serviços como o Gemini Spark parecem mirar fortemente nos usuários da Apple.
Durante a keynote, alguns Macs também apareceram executando o Gemini, e o macOS agora terá um aplicativo dedicado da plataforma.
Isso mostra a importância do ecossistema da Apple para o Google, já que milhões de usuários pagam valores mais altos para acessar dispositivos e serviços da marca. A expectativa é que o Gemini Spark ganhe ainda mais alcance com o iPhone 17.
Um relatório anterior apontou o aparelho como o smartphone mais vendido do mundo no primeiro trimestre de 2026. Em comparação, a linha Pixel representa uma parcela muito menor das vendas anuais registradas pela Apple.
Também existe a possibilidade de Josh Woodward simplesmente preferir o iOS ao Android, algo que já gerou debate nas redes, embora o executivo não pareça muito preocupado com isso.
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O que é o Gemini Spark
Para quem ainda não sabe, o Gemini Spark funciona com base no Gemini 3.5 e possui integração com aplicativos do Google Workspace, incluindo Gmail, Docs e Slides.
A ferramenta foi criada para automatizar tarefas repetitivas do dia a dia, incluindo atividades recorrentes que costumam consumir tempo durante o trabalho.
O Gemini Spark deve chegar primeiro para testadores e depois será liberado para assinantes do Google AI Ultra nos Estados Unidos na próxima semana.
