Ator de Clair Obscur critica indústria e diz que sucesso do jogo pode ser mal interpretado

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O jogo Clair Obscur: Expedition 33, que ganhou prêmios recentes, alcançou um nível de sucesso que naturalmente chama a atenção de outros estúdios de RPG.

Esse resultado deve influenciar novos projetos no gênero, mas nem todos enxergam esse impacto de forma positiva. O ator Ben Starr, que dá voz ao personagem Verso, acredita que parte da indústria pode interpretar esse sucesso de maneira equivocada.

Durante um painel na Emerald City Comic Con 2026, Starr comentou que empresas guiadas por interesses comerciais tendem a analisar o jogo fazendo as perguntas erradas.

Segundo ele, a atenção deve se voltar para o motivo que levou o título a funcionar tão bem, mas o foco acaba sendo outro.

Em vez de entender a essência do projeto, muitos tentam descobrir apenas como ele foi produzido, como o tamanho da equipe ou as condições de desenvolvimento.

Para o ator, essa diferença de abordagem faz toda a diferença. Ele avalia que compreender o “porquê” do sucesso é o caminho mais próximo de repetir um resultado parecido.

Ainda assim, ele demonstra pouca confiança de que isso vá acontecer, já que boa parte do mercado está mais interessada nos processos do que nas ideias por trás do jogo.

O cenário atual da indústria reforça essa visão. Com o uso crescente de inteligência artificial, muitos projetos passam a seguir padrões mais previsíveis.

No caso de Clair Obscur: Expedition 33, o destaque não veio apenas de um único fator, mas do conjunto da experiência entregue ao jogador e da forma como o lançamento foi conduzido.

A direção de arte do jogo chamou tanta atenção pela autenticidade que chegou a gerar uma investigação sobre antiguidades nacionais.

Além disso, a editora Kepler lançou o título com um preço abaixo do padrão comum de grandes produções, o que também contribuiu para sua repercussão.

Esses pontos mostram que alcançar um resultado semelhante envolve mais do que copiar etapas de produção. O sucesso de Clair Obscur: Expedition 33 não depende só de aspectos técnicos ou do tamanho da equipe.

A fala de Ben Starr aponta que o diferencial está na ideia central e na forma como ela foi executada. Sem olhar para esse ponto, a indústria pode repetir processos, mas dificilmente vai chegar ao mesmo impacto.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.