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PS6 ainda não tem data definida por causa da falta de memória; Sony registra perda de US$ 800 milhões com a Bungie

Sony divulga relatório financeiro de 2025 e adia lançamento do PS6 devido à falta de memória no mercado.
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A Sony divulgou o relatório financeiro do quarto trimestre do ano fiscal de 2025 e também os resultados do ano completo. Durante a apresentação para investidores, executivos comentaram sobre o futuro console PS6.

Segundo a empresa, o lançamento da próxima geração do PlayStation ainda não foi definido por causa da falta de memória no mercado, que continua afetando os custos de produção.

A Sony acredita que os preços desses componentes vão continuar altos até o próximo ano e informou que estuda "novos modelos de negócios e produtos" para contornar a situação.

Memória barata virou item raro mesmo. Isso dá força aos rumores de que o PS6 pode chegar apenas em 2028 ou até depois.

Voltando aos números do relatório, as operações contínuas da Sony registraram vendas de US$ 82,8 bilhões, cerca de R$ 468 bilhões na cotação atual, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior.

O lucro operacional foi de US$ 9,6 bilhões (aproximadamente R$ 54,3 bilhões), alta de 13%. A margem operacional subiu de 10,6% para 11,6%. Já o lucro líquido atribuído aos acionistas caiu 3%, chegando a US$ 6,8 bilhões, cerca de R$ 38,5 bilhões.

Como já acontece há algum tempo, a divisão Game & Network Services, responsável pelo PlayStation, foi a maior da Sony em vendas, com US$ 31,1 bilhões (cerca de R$ 176 bilhões).

O PlayStation 5 vendeu 15,9 milhões de unidades neste ano fiscal, acima da previsão mais conservadora da empresa, que era de 15 milhões.

Por outro lado, o último trimestre mostrou uma queda forte nas vendas do console. No quarto trimestre de 2024, a Sony enviou 2,8 milhões de unidades do PS5. Neste ano, foram 1,5 milhão. No total, o PS5 já soma 93,7 milhões de unidades distribuídas.

Os serviços de rede, como PlayStation Plus e PlayStation Store, puxaram o crescimento das vendas e do lucro operacional. As vendas de jogos de empresas parceiras também cresceram em relação ao ano anterior.

O número de usuários ativos mensais chegou a 125 milhões em março, novo recorde para um quarto trimestre, com alta de 1%. O tempo total de jogo no período também cresceu 1%.

O lucro operacional da divisão de jogos teria aumentado 45% em comparação ao ano anterior, mas isso acabou afetado por uma perda contábil de quase US$ 800 milhões, cerca de R$ 4,5 bilhões, relacionada à Bungie.

Além disso, a Sony registrou mais US$ 121 milhões (aproximadamente R$ 685 milhões) em despesas extras ligadas à correção de custos de desenvolvimento anteriormente capitalizados pela empresa.

Na prática, a Sony concluiu oficialmente que o valor da Bungie hoje é menor do que o registrado quando a compra foi feita. A empresa adquiriu o estúdio em 2022 por US$ 3,6 bilhões, cerca de R$ 20,4 bilhões na cotação atual.

O assunto voltou a ganhar atenção após o desempenho abaixo do esperado de Destiny 2 e, mais recentemente, Marathon. A Sony também divulgou a previsão para o ano fiscal de 2026.

A empresa espera uma queda de 6% nas vendas, atribuída principalmente à redução nas vendas do PS5. Em contrapartida, os jogos produzidos pelos estúdios da própria Sony devem crescer.

Mesmo assim, a previsão é de aumento de 30% no lucro operacional, principalmente porque a perda ligada à Bungie não deve se repetir e porque os jogos da própria empresa devem gerar mais receita.

Outro detalhe citado pela Sony foi que o lucro operacional da divisão PlayStation em 2026 deve ficar "basicamente estável" em comparação com 2025, desconsiderando itens extraordinários.

Segundo a empresa, isso acontece por causa dos investimentos na plataforma da próxima geração, ou seja, os custos de desenvolvimento do PS6.

Além disso, a Sony informou que a produção do PS5 vai depender da quantidade de memória que conseguir comprar por preços considerados viáveis.

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