A falta de memória RAM segue afetando o mercado de computadores portáteis em todo o mundo. Com menos chips disponíveis, fabricantes disputam a produção e avaliam usar notebooks com 8 GB de RAM como padrão para tentar contornar o problema.
Esse cenário levou a empresa de pesquisa TrendForce a revisar suas previsões para 2026. A expectativa agora é de queda de 5,4% no número de notebooks enviados ao mercado em comparação com o ano anterior.
Mesmo com esse quadro negativo, a Apple tende a ter menos dificuldades do que outras marcas. A empresa deve se beneficiar de uma cadeia de fornecimento bem organizada e de maior controle sobre preços.
Além disso, a previsão indica o lançamento de um MacBook de custo mais baixo no primeiro semestre de 2026, o que pode colocar a companhia em vantagem frente aos concorrentes.
A Lenovo aparece em situação parecida com a da Apple, mas o mercado como um todo segue pressionado. A nova projeção da TrendForce reduziu o volume estimado de notebooks de 178,5 milhões para 172,9 milhões de unidades em 2026.
Caso a escassez de DRAM continue e os preços dos componentes sigam altos, a retração anual pode chegar a 10,1%. Como esse setor depende muito de acordos próximos com fornecedores, empresas com maior organização tendem a ter resultados melhores.
Mesmo com o fim dos contratos de longo prazo da Apple com Samsung e SK hynix previsto para janeiro de 2026, a TrendForce aponta que a empresa mantém melhor controle sobre canais de venda e valores.
Isso ajuda a suportar tanto a falta de memória quanto o aumento de custos. Recentemente, a Samsung passou a ser a principal fornecedora de DRAM da Apple para os modelos iPhone 17 e iPhone 18, respondendo por cerca de 60% a 70% do volume total de LPDDR5X usado nesses aparelhos.
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Segundo a TrendForce, a Apple serve como exemplo nesse cenário. Mesmo com o aumento no custo da memória, sua cadeia integrada e o poder de negociação em preços dão mais flexibilidade para ajustar a linha de produtos.
A empresa também compra grandes volumes de forma estável, segue um cronograma claro de lançamentos e trabalha com previsão de demanda bem definida, o que facilita acordos prioritários com fornecedores de memória.

Enquanto outras fabricantes de notebooks podem ter de escolher entre subir preços para manter mais memória ou reduzir o nível do hardware, a Apple planeja lançar um MacBook portátil de 12,9 polegadas na primavera de 2026.
O modelo deve atrair consumidores por causa do controle da empresa sobre o fornecimento e por contar com especificações consideradas adequadas, como o chip A18 Pro, aliado a um valor mais baixo.
Também há expectativa para o lançamento dos modelos MacBook Pro com chips M5 Pro e M5 Max no primeiro semestre de 2026. Por serem versões mais caras, a previsão é de menor volume de vendas.
No mesmo período, a linha MacBook Air com chip M5 deve chegar ao mercado, trazendo uma atualização importante no processador e um preço que pode estimular a troca por modelos mais novos.








