A Apple ainda não anunciou oficialmente os modelos MacBook Pro com chips M5 Pro e M5 Max, mas isso não indica atraso nos planos para a próxima geração.
A empresa segue com a previsão de lançar, no quarto trimestre de 2026, versões redesenhadas do MacBook Pro com tela OLED e o novo chip M6, que deve ser fabricado em processo de 2 nanômetros.
De acordo com informações mais recentes, a Samsung, única fornecedora dos painéis OLED para esses modelos, ainda não iniciou a produção em massa do componente principal.
Antes, havia relatos de que a fabricante sul-coreana estava adiantada no cronograma de produção das telas, o que indicava um caminho mais tranquilo para o lançamento da nova linha.
A meta inicial da Samsung é produzir 2 milhões de unidades dos MacBook Pro M6 com tela OLED, nas versões de 14 e 16 polegadas.
A produção deve começar em maio, utilizando exclusivamente a linha A6, que será dedicada a esses modelos. Segundo o site The Elec, o início das operações está previsto para esse período.
O motivo do atraso estaria ligado ao desenvolvimento de alguns componentes do novo MacBook Pro, que ainda passam por ajustes para reduzir custos.
A Apple está tendo dificuldades no fornecimento de memória DRAM e já teria garantido contratos de longo prazo apenas para o primeiro semestre de 2026.
Por isso, a empresa trabalha para manter os custos de fabricação sob controle antes de avançar para a produção em larga escala.
Há também informações de que a Apple está modificando partes internas do equipamento para reduzir o preço final, mas esses ajustes ainda precisam ser concluídos antes da fabricação em massa.
Com a adoção da tela OLED, novo design e suporte a toque na tela, os modelos M6 podem chegar ao mercado com preço acima da geração anterior, o que pode afetar a procura.
Se o lançamento no quarto trimestre de 2026 for mantido, a Samsung terá que enviar os primeiros lotes de painéis OLED para a Foxconn até o terceiro trimestre do mesmo ano, garantindo tempo hábil para a montagem dos notebooks.
A Samsung informou que vai investir 4,1 trilhões de won, cerca de US$ 2,83 bilhões, em sua linha de produção de OLED de oitava geração. A fábrica terá capacidade inicial para produzir 15 mil chapas por mês, com aumento gradual ao longo do tempo.
Essa tecnologia também será oferecida a outras fabricantes, mas muitas empresas do setor de notebooks podem adiar a mudança para OLED por causa da atual crise no mercado de memória DRAM.








