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Tim Cook diz que reajustes de preços se tornaram inevitáveis para a Apple

Apple aumenta preços devido a alta nos custos de memória.
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A Apple era uma das poucas empresas que ainda mantinha seus preços estáveis, mesmo com a alta nos custos de memória afetando grande parte do mercado global de eletrônicos.

Essa situação, porém, parece estar mudando. Após alguns trimestres tentando absorver os aumentos de custos, a empresa agora dá sinais de que não conseguirá mais evitar reajustes.

O CEO da Apple, Tim Cook, já havia informado que o trimestre encerrado em junho registraria um aumento "substancial" nos custos de memória.

Agora, a empresa parece aceitar que os reajustes de preços serão inevitáveis. Em declaração ao Wall Street Journal, Cook afirmou que os aumentos de preços se tornaram "inevitáveis" e comentou:

"Estamos fazendo o possível para reduzir os enormes aumentos de custos que estão sendo repassados para nós e tentamos proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável."

A fala indica que a futura linha iPhone 18 deverá chegar ao mercado com preços mais altos. A expectativa é que o modelo básico receba um upgrade para 12 GB de RAM, algo necessário para executar os modelos mais recentes de inteligência artificial da empresa em toda a linha.

Cook também disse que a Apple está disposta a usar seu balanço financeiro para "fazer parte da solução". Isso sugere que a companhia pode passar a investir diretamente na expansão da capacidade de produção de memória.

Durante a divulgação dos resultados financeiros do trimestre encerrado em março, Cook já havia alertado sobre a pressão nos custos de memória para o trimestre seguinte. Na ocasião, ele declarou:

"Posso dizer que, além do trimestre de junho, acreditamos que os custos de memória terão um efeito cada vez maior em nossos negócios, e continuaremos avaliando isso. Como já dissemos antes, analisaremos diferentes opções."

Nas últimas semanas, também surgiram sinais de pressão sobre o portfólio de produtos da Apple. Em maio, a empresa retirou de seu configurador nos Estados Unidos e em outros mercados importantes a versão básica do Mac mini equipada com chip M4, 16 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e preço de US$ 599, cerca de R$ 3.295 na conversão direta atual, sem considerar impostos e taxas.

Pouco depois, a Apple também removeu a opção de 256 GB de memória unificada do configurador do Mac Studio com chip M3 Ultra, mantendo apenas a configuração com 96 GB de memória.

Segundo a análise apresentada anteriormente, um único conjunto de memória unificada de 256 GB seria suficiente para aproximadamente dez unidades do MacBook Pro com chip M5 Pro e 24 GB de memória.

Além disso, a venda desses notebooks geraria margens maiores, de forma acumulada, do que uma única unidade do Mac Studio.

Com a Apple também sendo afetada pela alta nos custos de memória, a pressão gerada pela expansão da inteligência artificial passa a atingir praticamente todo o mercado global de eletrônicos de consumo.

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