A estratégia da Sony para a geração do PlayStation 5 foi diferente da adotada no ciclo anterior. A empresa direcionou parte dos investimentos para jogos como serviço, mas alguns lançamentos, como Concord, da Firewalk Studios, e Marathon, da Bungie, ficaram abaixo das expectativas do público.
Mesmo assim, o presidente da Sony Interactive Entertainment (SIE), Hideaki Nishino, confirmou que a companhia continuará apostando nesse segmento.
Durante uma entrevista à revista Famitsu, ele também deu pistas de que a empresa estuda novas experiências portáteis para a futura geração do PlayStation.
Sony mantém foco em jogos como serviço
Na entrevista publicada pela Famitsu durante a comemoração dos 40 anos da revista, Nishino explicou que os jogos como serviço continuam sendo uma parte importante da estratégia da empresa.
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Segundo ele, esse tipo de jogo atrai jogadores em diferentes regiões do mundo, e a Sony pretende continuar movimentando esse mercado tanto com produções próprias quanto com jogos de outras empresas.
O executivo comentou que a companhia não está focada apenas em lançamentos inéditos. Ela também avalia formas de trabalhar com títulos antigos em projetos de médio e longo prazo.
"Acreditamos que os jogos como serviço são um tipo de conteúdo que atrai usuários globalmente , por isso queremos continuar revitalizando o mercado tanto com conteúdo próprio quanto de terceiro", disse Hideaki Nishino
Nishino ainda lembrou que a Sony pretende lançar neste ano o jogo MARVEL Tōkon: Fighting Souls, seu próximo título próprio do gênero. Ao ser questionado se a empresa seguirá investindo em jogos como serviço, Nishino respondeu que sim.
Ele explicou que esse tipo de jogo exige atualizações constantes e que o gênero ainda está em desenvolvimento, com várias empresas testando diferentes formatos. Por isso, a Sony pretende continuar trabalhando nessa área.
Jogos para PS5 e PC devem continuar
Nishino também falou sobre a estratégia de lançamento para PC. Segundo ele, a plataforma escolhida depende das características de cada jogo.
"Não estamos focados apenas em promover novos lançamentos, mas também em considerar o que podemos fazer com títulos mais antigos a médio e longo prazo. Além disso, este ano planejamos lançar nosso próprio jogo como serviço, MARVEL Tōkon: Fighting Souls , e esperamos que todos gostem."
Se um lançamento tiver uma experiência melhor ao chegar também ao PC, a empresa continuará avaliando essa possibilidade.
Ao mesmo tempo, a política atual da Sony segue diferente para jogos de campanha produzidos pelos estúdios da companhia. Nesses casos, o foco continua sendo fortalecer a experiência no PlayStation.
Já os jogos como serviço devem continuar chegando ao PlayStation 5 e ao PC, já que esse tipo de título depende de uma base maior de jogadores para o modo online. Essa foi a primeira vez que um executivo do PlayStation tratou essa estratégia de forma tão direta.
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Nishino indica planos para novas experiências portáteis
Ao comentar sobre o futuro da marca PlayStation, Nishino disse que os hábitos das pessoas estão mudando e que isso também influencia a forma como elas jogam.
Segundo ele, a empresa busca maneiras de atender esses novos hábitos utilizando tecnologias que funcionem em diferentes ambientes e formatos para criar novas experiências com consoles.
O executivo citou o PlayStation Portal como parte dessa estratégia. Ele explicou que o PlayStation costuma ser associado ao uso na televisão da sala, mas que a empresa também trabalha para tornar a experiência confortável em outros locais.
Como exemplo, mencionou o desenvolvimento de monitores, alto-falantes e do próprio PlayStation Portal. Nishino acrescentou que a Sony continuará buscando formas de criar experiências que acompanhem estilos de vida cada vez mais variados.
O presidente da SIE não citou diretamente um novo videogame portátil, mas a referência ao PlayStation Portal reforça os indícios de que a empresa trabalha em outras soluções desse tipo, incluindo o rumor sobre um portátil da futura geração do PlayStation 6.
Ao mesmo tempo, a próxima geração também terá de lidar com o aumento no custo dos componentes, um fator que influencia o preço de novos consoles.
