As primeiras estimativas da Alinea Analytics para Marvel's Wolverine mostram vendas fortes, apesar das críticas nas redes sociais.
Segundo a consultoria, o jogo vendeu 1,9 milhão de cópias nos primeiros três dias e gerou US$ 130 milhões, cerca de R$ 663,7 milhões.
Desse total, 1 milhão de cópias veio de pré-vendas digitais. As edições físicas responderam por 22,9% da receita, uma participação alta para um lançamento de 2026.
Os dados consideram cópias compradas pelo público. Ficam de fora as unidades ainda nas lojas, que as editoras costumam incluir nos anúncios de vendas ao varejo.
Wolverine supera vendas acumuladas de Death Stranding 2 no PS5
Em três dias, Wolverine já passou as vendas acumuladas de Death Stranding 2 no PS5. A Alinea estima 1,8 milhão de cópias e US$ 129 milhões para o jogo, cerca de R$ 658,5 milhões.
Wolverine também teve o melhor desempenho entre os jogos lançados pela PlayStation Studios no PS5 neste ano. Em receita, ocupa o sexto lugar entre todos os lançamentos do console em 2026.
Pelos dados da consultoria, suas vendas iniciais superam as de praticamente todos os jogos lançados para PS5 nos últimos três anos.
A exceção é Marvel's Spider-Man 2, também da Insomniac, que vendeu o dobro no mesmo intervalo. A diferença não surpreende: o Homem-Aranha é um herói muito mais popular, inclusive no cinema.
Ghost of Yōtei, da Sucker Punch, foi o mais próximo, com receita 6,3% menor nos primeiros três dias. Outros exclusivos de console do PS5 ficaram mais distantes.
A comparação abaixo mostra quanto a receita de cada jogo ficou abaixo da registrada por Wolverine no mesmo período:
- Ghost of Yōtei: 6,3% menor.
- Death Stranding 2: 60,3% menor.
- Astro Bot: 73,3% menor.
- Stellar Blade: 74,9% menor.
- Rise of the Ronin: 80,3% menor.
- Helldivers 2: 85,5% menor.

Críticas nas redes não impediram as compras
Marvel's Wolverine chegou ao mercado com nota 77 no Metacritic. Segundo a Alinea, é a menor nota da Insomniac em mais de uma década, sem contar conteúdos adicionais, os DLCs.
A recepção entre os jogadores mais envolvidos nas discussões foi dividida. As críticas se concentraram no excesso de orientação, nos caminhos lineares e na mudança de estilo visual.
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O jogo se afasta do visual colorido pelo qual a Insomniac ficou conhecida. Essa escolha, porém, já era previsível em um título sobre Wolverine.
Rhys Elliott, da Alinea, observa que boa parte das críticas que se espalharam pelas redes surgiu antes do lançamento. E quem participa dessas discussões nem sempre é quem compra.
Uma grande parcela dos compradores sequer acompanha o debate. A compra foi motivada pela marca Marvel, pela reputação da desenvolvedora e pela popularidade do protagonista.
Essa diferença entre as discussões e as compras não é inédita, mas raramente aparece de forma tão evidente nos dados.
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Estados Unidos concentram jogadores, mas preços variam por região
A distribuição regional segue o padrão de uma produção da Marvel, com uma exceção. Os Estados Unidos concentram 53% dos jogadores, seguidos por Reino Unido, França e Canadá.
O Reino Unido representa 7% do público, a França fica com 5% e o Canadá, com 4%. Elliott lembra que Logan é canadense, o que pode ter ajudado na participação do país.
Os preços também mostram diferenças entre as regiões. Nos Estados Unidos, Wolverine custa US$ 70, cerca de R$ 357,35 em conversão direta.
No Reino Unido, o preço equivale a US$ 93,62, ou R$ 477,93. É um valor 33,8% maior que o cobrado nos Estados Unidos. Na zona do euro, o equivalente é de US$ 91,84, cerca de R$ 468,84, uma diferença de 31,2% a mais.
Já no Canadá, o valor equivale a US$ 64,30, aproximadamente R$ 328,25. Isso representa 7,2% a menos que o preço americano.

A segunda metade recebe menos espaço nas críticas
Uma avaliação feita após a conclusão do jogo, com nota um pouco acima da média do Metacritic, reconhece problemas citados nas redes, mas também aponta melhorias ao longo da campanha.
A estrutura linear causou incômodo na primeira metade. Nessa parte, sair do caminho principal se resumia, basicamente, a entrar em um beco ao lado para encontrar um baú.
O combate levou cerca de metade da campanha para funcionar bem. O sistema de Fúria e as Técnicas, com intervalos entre os usos, só se combinam bem após a liberação de uma quantidade suficiente delas.
São críticas legítimas, também presentes nas discussões online. A segunda metade, por outro lado, recebeu menos espaço nesse debate.
Nessa etapa, os mapas ficam mais abertos e as lutas contra chefes melhoram bastante. A história também ganha profundidade emocional, avaliada como um dos melhores trabalhos da Insomniac.
As atuações de Troy Baker, Krizia Bajos e Liam McIntyre são consideradas excelentes. A narrativa usa os quadrinhos como referência, sem adaptar diretamente uma história já publicada.
A avaliação é de que Wolverine melhora bastante ao longo da campanha. Esse tipo de progressão tende a ser prejudicado por debates baseados nas primeiras duas horas de transmissões e em vídeos anteriores à estreia.

Vendas nos próximos meses ainda são uma questão em aberto
Resta saber se o desempenho vai continuar. Para a Alinea, Wolverine deve seguir vendendo, mas provavelmente sem repetir o ritmo excepcional de Marvel's Spider-Man.
Esse desempenho tem um peso maior após as estreias malsucedidas de Marathon e Saros. Wolverine responde por boa parte das expectativas para os jogos dos estúdios da Sony neste ano.
Os próximos meses mostrarão se esse ritmo se mantém. Nos primeiros três dias, porém, as vendas foram fortes, apesar da percepção negativa nas redes.








