As GPUs B200 da NVIDIA estão sendo negociadas por 58% a mais que o preço de lançamento, segundo a Silicon Data. Esse valor se mantém cerca de um ano após a chegada do modelo ao mercado em larga escala.
Desde a expansão dos grandes modelos de linguagem, conhecidos como LLMs, o valor de revenda das GPUs da NVIDIA passou a servir como indicador do crescimento do mercado de inteligência artificial.
Os dados mais recentes da Silicon Data sugerem que esse ciclo de expansão está mais forte do que nunca. Isso acontece mesmo com pedidos para moderar o ritmo de desenvolvimento dos modelos de IA feitos por Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI.
GPU financing has become a core pain point in AI infrastructure. AI startups report that instead of reserving one year of compute, they're increasingly asked to reserve three while putting down 30-40% upfront.
Compute providers aren't imposing these onerous terms arbitrarily:… https://t.co/LFBOII7o3T
— Silicon Data (@Silicon_Data) September 16, 2026
Escassez e demanda mantêm o preço da B200 acima do inicial
O valor residual da B200, ou seja, quanto ela ainda vale após um período de uso, corresponde a 158% do custo original. Na prática, isso representa um preço 58% acima do valor de lançamento.
A principal explicação é a combinação de pouca disponibilidade com demanda que não termina. Essa situação persiste mesmo cerca de um ano após o início da distribuição em larga escala.
Outro fator é a alta eficiência da B200 em inferência, etapa em que a IA usa um modelo já treinado para gerar respostas.
Segundo estimativas da SemiAnalysis, o custo com o DeepSeek R1 fica em apenas US$ 0,20, cerca de R$ 1,03, por milhão de tokens.
Nesse cenário, a velocidade é de 76 tokens por segundo por usuário. Para quem não sabe, tokens são unidades de texto processadas pela IA.
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A100 e H100 também mantêm valor acima da depreciação prevista
A Silicon Data também aponta que as GPUs A100 e H100, de gerações anteriores, mantêm um valor residual bem acima do calculado em modelos de depreciação linear de três ou cinco anos.
Nesse cálculo, o custo inicial do equipamento é dividido pela vida útil estimada. A perda de valor é igual a cada ano.
Por exemplo, um equipamento de US$ 1.000, cerca de R$ 5.150 hoje, com vida útil de cinco anos teria uma depreciação anual de US$ 200, ou R$ 1.030.
O valor residual é o preço original menos a depreciação acumulada. Após dois anos, a perda seria de US$ 400, cerca de R$ 2.060. Assim, o equipamento ainda valeria US$ 600, ou R$ 3.090.
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Aluguel das GPUs B200 também ficou mais caro
Os preços de aluguel compilados pela Silicon Data também indicam essa valorização. Em janeiro, o uso de uma B200 custava pouco menos de US$ 5 por hora, cerca de R$ 25,75.
Em agosto, a cobrança estava entre US$ 5,50 e US$ 5,80 por hora, aproximadamente R$ 28,33 a R$ 29,87. A alta informada para o período é de 50% a 80%.








