Clive Barker's Hellraiser: Revival teve uma demonstração na gamescom 2026 com mais espaço para o combate. A Genesis Configuration foi o principal diferencial da experiência.
O primeiro jogo propriamente dito baseado na franquia de terror já havia dado uma boa impressão na gamescom de 2025. Na ocasião, a demonstração começava no início da história e não chegava às lutas.
Aquele trecho mostrava o primeiro encontro com os Cenobitas, incluindo Pinhead, e a fuga do protagonista Aiden das mãos desses seres e dos integrantes de um culto.
O grupo era o dono original da Genesis Configuration, aberta por Sunny antes de ser sequestrada pelos seres de outro mundo. Tudo parecia fiel a Hellraiser: prazer, dor e uma boa dose de depravação.
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Exploração e quebra-cabeças lembram Resident Evil
Na gamescom 2026, a demonstração testada pelo Wccftech a convite da Saber Interactive se passava em outra parte do jogo. Era uma oportunidade de conhecer o combate e os poderes da Genesis Configuration.
A perseguição no Labirinto da primeira demonstração já era envolvente. Ainda assim, faltava testar as lutas, pensadas como um dos pontos centrais da experiência.

De modo geral, os elementos de terror e sobrevivência seguem uma estrutura comum no gênero. A nova área, controlada pelos integrantes do culto, tinha várias salas, itens e quebra-cabeças simples.
Algumas portas estavam trancadas. Para abri-las, era preciso encontrar chaves ou objetos em outros pontos do local. Essa parte lembrava bastante Resident Evil.
A diferença estava na ambientação, que mantinha o conteúdo extremo de Hellraiser sem suavizar os elementos que definem a franquia.
Labirinto exige atenção para abrir caminho
A segunda passagem pelo Labirinto tinha uma proposta mais própria. Em vez da perseguição por um Cenobita vista em 2025, o desafio era mover plataformas para criar uma passagem.
A ideia era simples, mas a solução dava trabalho. Foram necessárias algumas tentativas até encontrar a disposição correta e atravessar o abismo de outro mundo sob os pés de Aiden.
Jogos como Resident Evil já usaram desafios semelhantes. Mesmo assim, o quebra-cabeça aproveitava bem as características daquele cenário.

Genesis Configuration muda o combate
As diferenças em relação à série da Capcom ficaram mais evidentes quando os inimigos começaram a aparecer. Com integrantes do culto vindo de todos os lados, era hora de lutar.
Os tiros e o combate em geral seguiam o padrão de um jogo em primeira pessoa. Os inimigos também reagiam de acordo com a parte do corpo atingida.
A Genesis Configuration mudava essa dinâmica ao dar usos criativos aos elementos do cenário. Era possível retirar o fogo de velas e luminárias e lançá-lo contra os adversários como uma bola de fogo.
Os inimigos pareciam resistentes demais às armas convencionais. Por isso, lançar fogo foi uma boa estratégia para sobreviver àquela parte da demonstração. O tempo de teste terminou sem espaço para explorar mais recursos.
Ainda assim, o trecho mostrou um bom uso das características de Hellraiser para criar uma experiência de terror e sobrevivência com identidade própria.
A avaliação positiva de 2025 se mantém, agora com uma impressão ainda melhor do trabalho da Saber Interactive na ambientação.
Em uma franquia que por vezes vai aos extremos, é bem-vinda a decisão de não suavizar o conteúdo para atrair um público maior.
Essa fidelidade sustenta o otimismo para o lançamento de Hellraiser: Revival em 8 de outubro, no PC, PlayStation 5, Xbox Series X e Xbox Series S.








