A NVIDIA quer levar parte da infraestrutura usada em computação de inteligência artificial para um lugar pouco convencional, a parede externa de residências.
A proposta instala GPUs Blackwell em uma estrutura do tamanho aproximado de um aparelho de ar-condicionado, sem custo inicial para moradores selecionados.
O projeto faz parte de uma parceria entre NVIDIA, SPAN e a construtora PulteGroup. A ideia é criar uma rede distribuída de computadores usando casas como pequenos pontos de processamento.
Caixa reúne 16 GPUs Blackwell e quatro CPUs para servidores
A parceria entre NVIDIA e SPAN foi anunciada em abril. Na época, as empresas apresentaram o XFRA, uma proposta de data center distribuído desenvolvida em conjunto com grandes construtoras, entre elas a PulteGroup.
🚨 $NVDA is turning regular American homes into mini AI data centers 🏠
SPAN (the smart electrical panel company) is partnering with NVIDIA and PulteGroup to install free wall-mounted Blackwell GPU nodes on new homes.
Each unit packs 16 Blackwell GPUs + 4 server CPUs, uses the… https://t.co/32W476L2dY
— Papa Johns (@SVTrivo) August 20, 2026
Agora há mais detalhes sobre o equipamento. Cada unidade instalada na parede externa da residência reúne 16 GPUs NVIDIA Blackwell e quatro CPUs para servidores.
O conjunto tem valor superior a US$ 250 mil, equivalente a cerca de R$ 1,29 milhão considerando o dólar em torno de R$ 5,15 hoje.
Mesmo com esse custo de hardware, os moradores escolhidos para o projeto não precisam pagar pela instalação do equipamento. O custo inicial é de US$ 0.
NVIDIA e SPAN também vão subsidiar boa parte das despesas de energia elétrica e internet relacionadas ao funcionamento da estrutura.
Em contrapartida, o morador fica com uma parcela da receita gerada pelo poder computacional instalado em sua casa. O percentual dessa divisão ainda não foi divulgado.
Teste inicial envolve cerca de 100 residências
Por enquanto, o programa piloto está restrito a aproximadamente 100 casas localizadas em algumas comunidades selecionadas.
Caso o modelo consiga se sustentar comercialmente, módulos desse tipo podem aparecer em um número maior de residências.
A computação distribuída também pode seguir um caminho parecido com o dos sistemas de energia solar nos próximos anos.
Uma possibilidade seria concentrar o funcionamento das máquinas durante a madrugada, quando a demanda pela rede elétrica costuma ser menor.
Casas equipadas com painéis solares também poderiam usar o sistema durante o dia para aproveitar o excedente de energia produzido.
Na prática, a proposta coloca uma pequena infraestrutura de data center do lado de fora da residência e divide parte da receita gerada pelo processamento com o proprietário.
Resta saber quantas pessoas aceitariam trocar uma parede vazia por 16 GPUs Blackwell trabalhando do lado de fora de casa.








