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Marvel Tōkon: versão pirateada roda melhor que edição oficial da Steam

Marvel Tōkon: Fighting Souls tem desempenho ruim no PC; jogadores dizem que a versão pirateada sem DRM roda mais estável e com mais fps que a oficial da Steam.
Imagem de: Marvel Tōkon: versão pirateada roda melhor que edição oficial da Steam

Marvel Tōkon: Fighting Souls chegou ao PC com vários problemas de desempenho. Agora, segundo relatos de jogadores, uma versão pirateada e sem DRM roda melhor do que a edição oficial vendida na Steam.

Lançamento no PC teve problemas de desempenho

Marvel Tōkon: Fighting Souls foi lançado em 6 de agosto para PlayStation 5 e PC, pela Steam e Epic Games Store. O jogo chegou ao topo da lista de mais vendidos da Steam, mas a recepção entre os jogadores de PC foi bem diferente.

As avaliações na plataforma caíram para a classificação Neutras. No momento citado, cerca de 47% das avaliações eram positivas, considerando aproximadamente 3.500 a 4.200 análises de usuários.

O índice permaneceu praticamente no mesmo nível desde o lançamento. Na análise de Francesco De Meo, da Wccftech, que deu nota 8,7 de 10 ao jogo, Marvel Tōkon pode estar entre os melhores jogos de luta em equipes.

As principais críticas no PC estão ligadas à parte técnica. Jogadores relatam taxas de quadros instáveis, pequenos travamentos constantes, fechamentos inesperados, configurações gráficas com problemas e falhas no sistema online, incluindo picos no rollback.

Há relatos desse comportamento até em computadores bem acima das especificações recomendadas pela Arc System Works. Outro ponto é a exigência de uma conta da PlayStation Network para jogar online no PC.

A decisão gerou comparações com a polêmica de Helldivers 2 envolvendo a PSN em 2024. Nesse caso, porém, a Sony não retirou a exigência em Marvel Tōkon.

A restrição também deixou o jogo indisponível para compra na Steam em mais de 130 países no lançamento. Isso aconteceu mesmo com modos offline, como história e arcade, funcionando sem necessidade da PSN.

Usuários de Steam Deck e Linux tiveram um problema ainda maior: o jogo não inicia nesses sistemas por causa da implementação do anti-cheat.

No PlayStation 5, esses problemas aparecem com bem menos frequência. A diferença levou jogadores a suspeitarem de componentes presentes apenas na versão para PC, como sistemas de DRM, anti-cheat e softwares executados em segundo plano.

Versão pirateada apareceu 11 dias após o lançamento

Segundo o site CrackWatch, que acompanha lançamentos pirateados, Marvel Tōkon teve suas proteções contornadas apenas 11 dias depois de chegar ao mercado.

Depois disso, começaram a surgir relatos de desempenho melhor na versão sem DRM quando comparada com a edição oficial da Steam.

Um usuário do Reddit contou que teve problemas sérios durante o beta aberto, mas conseguiu rodar a versão pirateada a 60 quadros por segundo com as configurações gráficas no máximo.

Ele também não precisou carregar shaders antecipadamente, procedimento necessário para manter maior estabilidade na edição comercial.

Ainda houve pequenos travamentos durante golpes especiais e nos menus, mas o restante da experiência ficou bem mais estável. Relatos parecidos apareceram no ResetEra e em redes sociais.

No X, o usuário JustinSGX informou que a versão pirateada utilizava cerca de 34% da capacidade de processamento de seu Intel Core i7-6700K.

A edição comercial chegou a aproximadamente 57% de uso da CPU no mesmo computador. Outro jogador descreveu uma diferença semelhante:

"Uma certa versão não oficial está rodando a 60 fps perfeitos no meu PC. No médio, fica cravada em 60 fps, com CPU e GPU usando algo entre 40% e 50%... enquanto a versão comercial fica presa em 45 fps até usando resolução de GBA."

Anti-cheat e processos da PlayStation Network estão entre as suspeitas

Uma das possíveis causas é o Easy Anti-Cheat, junto de processos executados em segundo plano pela integração com o SDK da PlayStation Network. A remoção do DRM também parece retirar parte desses componentes adicionais.

Alguns jogadores acreditam que esses processos estejam ligados ao desempenho inferior da versão oficial. Ainda não há confirmação técnica de que um único sistema seja responsável pelo problema.

Um usuário do Reddit observou que outros processos em segundo plano também podem reduzir o desempenho mesmo quando a camada de DRM não está ativa.

Marvel Tōkon executaria várias instâncias de softwares ligados à PlayStation ao mesmo tempo que mantém a proteção anti-cheat.

Arc System Works investiga os problemas no PC

A Arc System Works reconheceu publicamente os problemas de desempenho no PC e informou que está investigando os relatos.

Depois das reclamações durante o beta aberto e novamente após o lançamento completo, a desenvolvedora publicou a seguinte mensagem:

"Estamos cientes de que alguns jogadores no PC estão tendo problemas de desempenho. A equipe está investigando ativamente esses relatos."

Até o período citado, porém, avaliações recentes na Steam indicavam pouca mudança na situação. A classificação continuava como Neutras, mesmo após milhares de novas análises publicadas nos dias seguintes ao lançamento.

A retirada de sistemas de DRM para melhorar o desempenho já aconteceu em outros jogos, mas editoras normalmente adotam essa medida meses ou até anos depois do lançamento, quando optam por remover a proteção.

No caso de Marvel Tōkon: Fighting Souls, o cenário é particularmente ruim para a versão oficial: a proteção contra cópias foi contornada em menos de duas semanas, enquanto compradores continuam relatando desempenho inferior ao encontrado em uma edição pirateada sem parte desses sistemas.