Os preços dos smartphones topo de linha seguem em alta, e um dos motivos está ligado ao custo dos componentes internos, de acordo com novas informações.
A Qualcomm já vinha elevando o valor de seus chips mais avançados, como o Snapdragon 8 Elite Gen 5, que teria preço estimado em cerca de US$ 280, ficando acima da geração anterior.
Por muito tempo, esse tipo de processador era o item mais caro dentro da estrutura de custos de um celular. Só que esse cenário começou a mudar.
Informações recentes indicam que, já no primeiro trimestre de 2026, os custos de memória passaram a ultrapassar o valor do chip. Componentes como a RAM LPDDR5X e o armazenamento UFS 4.1 ficaram mais caros e ainda devem continuar subindo.
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Na prática, isso significa que aparelhos com 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento podem custar mais apenas nesses dois itens do que o próprio processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. Ou seja, a combinação de memória e armazenamento pode passar dos US$ 280 por unidade.
Para quem conseguiu comprar smartphones com esse chip logo no início das vendas, o momento foi mais favorável. Já quem pretende adquirir novos modelos premium pode ter preços ainda mais altos.
Há também expectativa de novos aumentos com a chegada de tecnologias futuras, como a RAM LPDDR6 e o armazenamento UFS 5.0, que devem custar ainda mais do que os próximos chips da própria Qualcomm.
Entre os processadores futuros, o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro pode ultrapassar a faixa dos US$ 300. Já a versão padrão, Snapdragon 8 Elite Gen 6, tende a ser mais usada por fabricantes por ter custo menor. A situação pode piorar ao longo de 2026.
A previsão é de novos aumentos nos preços de memória DRAM e NAND, o que coloca as fabricantes em uma escolha difícil entre absorver o aumento e reduzir a margem de lucro, ou repassar o custo ao consumidor, o que pode impactar nas vendas.
Outro fator que pressiona esse cenário é a alta demanda por chips voltados a inteligência artificial. Grande parte da produção está sendo direcionada para data centers, reduzindo a oferta para o mercado de smartphones e deixando fabricantes com menos opções de fornecimento.
No Brasil, esse movimento tende a pesar ainda mais no bolso, já que o preço final dos aparelhos também sofre influência de impostos, câmbio e custos de importação, o que amplia o impacto desses aumentos globais.
Isso indica que o custo dos smartphones premium está deixando de ser puxado apenas pelo processador e passa a depender cada vez mais da memória e do armazenamento. Esse novo cenário pode manter os preços elevados nos próximos lançamentos.








