Homem monta iPhone 13 funcional gastando apenas R$ 1.400 no AliExpress

Imagem de: Homem monta iPhone 13 funcional gastando apenas R$ 1.400 no AliExpress

A Apple tem um controle muito rígido sobre a fabricação e distribuição das peças de seus produtos, o que torna quase impossível conseguir componentes originais dos modelos mais recentes, como o iPhone 15.

Mesmo assim, ainda dá para montar um iPhone 13 do zero, se você tiver paciência, disposição e um pouco de sorte. Foi o que aconteceu com um usuário do Reddit chamado "Legal_Newspaper_5710", que decidiu montar um iPhone 13 completo usando apenas peças compradas no AliExpress.

O resultado deu certo — o celular funcionou perfeitamente, apesar de faltar dois recursos considerados não essenciais: o True Tone (ajuste automático da tonalidade da tela) e a verificação da saúde da bateria.

Montagem com peças não originais: o que muda na prática

Usar componentes paralelos em um iPhone, como a tela e a bateria, causa a perda de algumas funções específicas. No caso do True Tone, por exemplo, a tela deixa de adaptar automaticamente as cores à iluminação do ambiente.

Já o sistema de monitoramento da bateria, que mostra o nível de desgaste do componente, também deixa de funcionar. Porém, o celular em si continua operando normalmente — liga, carrega, roda o iOS e mantém todos os recursos principais.

O Redditor compartilhou imagens mostrando cada parte usada: a carcaça, a placa lógica com chip A15 Bionic, o módulo de Face ID, a bateria e até as chapas metálicas internas.

Ele contou que aprendeu o processo assistindo aos vídeos do canal Phone Repair Guru, especializado em consertos de iPhone.

Custo e tempo para montar o iPhone 13

Segundo o relato, todas as peças foram compradas por cerca de 460 dólares neozelandeses, o equivalente a cerca de R$ 1.403,52.

Ele ainda comentou que poderia ter economizado cerca de US$ 60 se tivesse escolhido uma placa lógica e um módulo de Face ID que não fossem pareados de fábrica.

O processo completo levou cerca de 4 horas, o que mostra que o usuário provavelmente já tinha alguma experiência com reparos de celular.

A parte mais difícil: encontrar uma placa lógica desbloqueada

O maior desafio foi conseguir uma placa lógica A15 Bionic que não estivesse bloqueada no iCloud. Esse bloqueio é ativado quando o dono original do iPhone o marca como perdido ou roubado, impedindo o uso por outras pessoas.

No caso desse projeto, o Redditor teve sorte — o chip estava limpo e funcional. Quem quiser tentar o mesmo vai precisar garimpar bastante no AliExpress, procurando vendedores bem avaliados e confiáveis.

Mesmo assim, é um tiro no escuro, já que muitos anúncios vendem placas bloqueadas ou defeituosas. Já falamos aqui de um caso onde iPhones eram roubados e contrabandeados para serem vendidos mais barato na China.

Questão ética e legal: de onde vêm essas peças?

O próprio usuário reconheceu que as peças usadas provavelmente eram de um iPhone roubado ou desmontado. Porém, ele também acredita que o dono original apagou os dados e removeu a conta antes que o aparelho fosse parar numa pequena oficina na China.

Isso acabou tornando o componente reaproveitável. Ainda assim, há um risco moral e até legal envolvido. Comprar peças de origem duvidosa significa alimentar um mercado paralelo que, muitas vezes, se beneficia de roubo e desmontagem de aparelhos.

Vale a pena tentar?

Do ponto de vista técnico, é interessante ver que um iPhone 13 pode ser montado e funcionar bem usando apenas peças avulsas. Mas, na prática, o processo envolve riscos altos, custos que podem variar e peças de procedência duvidosa.

Quem quiser se aventurar nesse tipo de montagem precisa estar ciente dos desafios para achar peças confiáveis, lidar com limitações de software e enfrentar o risco de adquirir componentes bloqueados ou ilegais.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.