A Google confirmou que o Tensor G6 usado em toda a linha Pixel 11 é fabricado no processo de 3nm. A informação foi dada por Peng Yu-Chun, vice-presidente de hardware da empresa, ao Economic Daily News.
A confirmação encerra as dúvidas sobre a possibilidade de o novo chip ser fabricado em 2nm. Como o Tensor G5 já utilizava o processo N3P de 3nm da TSMC, a nova geração também segue nessa litografia.
Tensor G6 não usa processo de 2nm
A possibilidade de o Tensor G6 ser o primeiro SoC de 2nm da Google e também um dos primeiros chips desse tipo no mercado de smartphones chegou a ser considerada.
Porém, até o lançamento da linha Pixel 11 e o início das pré-vendas, a Google não havia informado qual processo de fabricação seria usado. Aplicativos de informações do sistema também não ajudaram a esclarecer a questão inicialmente.
O DevCheck, por exemplo, é um aplicativo para Android que reúne informações sobre o hardware do smartphone, incluindo o processo de fabricação usado pelo SoC.
Em outros aparelhos, como no Exynos 2600, o aplicativo consegue indicar quando o chip usa um processo de 2nm. No caso do Tensor G6, porém, as informações exibidas inicialmente não indicavam a litografia.
Uma atualização futura do DevCheck poderia corrigir essa ausência, mas a confirmação oficial da Google agora mostra que o chip é mesmo fabricado em 3nm.
Google promete até 20% mais eficiência
A Google diz que a CPU do Tensor G6 entrega até 20% mais eficiência energética. Esse número poderia estar relacionado a melhorias no processo de fabricação, mas há outra mudança importante na configuração do chip.
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O Tensor G6 tem um núcleo de CPU a menos em comparação com a geração anterior. A redução pode contribuir para um consumo menor de energia, mas também tem impacto no desempenho em tarefas que usam vários núcleos.
A empresa também cita o novo chip de segurança Titan M3, que trabalha em conjunto com o Tensor G6 para proteger os dados armazenados no aparelho.
3nm faz mais sentido para o Pixel 11
A escolha do processo N3P de 3nm da TSMC também faz sentido dentro da estratégia da Google. A empresa vende uma quantidade menor de smartphones Pixel por ano quando comparada às maiores fabricantes do mercado.
O processo de 2nm teria um custo maior e não seria uma escolha tão adequada para a proposta do Tensor G6. A Google não busca colocar o chip entre os modelos com maior desempenho bruto ou maior eficiência energética do mercado.

O Tensor G6 também recebeu uma TPU 50% mais potente, voltada para melhorar o desempenho de inteligência artificial executada diretamente no aparelho.
Essa melhoria não depende necessariamente da adoção do processo de fabricação mais avançado disponível. Com a confirmação da Google, o Tensor G6 fica oficialmente no processo de 3nm.
O chip mantém a mesma geração de fabricação do Tensor G5, enquanto concentra os avanços em eficiência, processamento de IA e segurança.
