O Google se prepara para anunciar a linha Pixel 11 no próximo mês. Junto com os novos smartphones, a empresa também deve apresentar o Tensor G6, seu novo processador.
Mesmo sem disputar diretamente com Apple, Qualcomm e MediaTek em desempenho bruto, o chip pode sair na frente em um ponto específico.
Segundo informações publicada pelo UDN, o Tensor G6 deve ser o primeiro processador fabricado pela TSMC com processo de 2 nanômetros (2nm), chegando cerca de um mês antes do Apple A20 Pro.
Ainda não há confirmação se o chip usará o processo N2 ou a versão N2P, que traz pequenos aprimoramentos. A expectativa é que o Google opte pelo N2, que tem custo menor.
Tensor G6 pode ser o primeiro chip de 2nm da TSMC
Se a previsão se confirmar, o Tensor G6 será o primeiro SoC produzido pela TSMC com litografia de 2nm. Em teoria, esse processo pode oferecer ganhos de desempenho e eficiência energética para a linha Pixel 11.
Ainda assim, isso não garante que o novo chip fique no mesmo nível dos principais concorrentes. O Tensor G5 também chegou ao mercado como o primeiro processador fabricado no processo N3P de 3nm da TSMC, mas acabou entregando desempenho inferior ao de chips rivais de gerações anteriores.
Vazamentos indicam foco maior em eficiência
Um vazamento anterior do Geekbench 6 indica que o Tensor G6 deve usar uma configuração de CPU "1 + 4 + 2". Essa mudança pode priorizar a eficiência energética, mas também reduzir o desempenho em tarefas que utilizam vários núcleos ao mesmo tempo.
Outro ponto citado nos rumores é a GPU PowerVR CXT-48-1536, apresentada originalmente em 2021. Caso essa informação esteja correta, o Tensor G6 utilizará uma solução gráfica que já estará no mercado há cerca de cinco anos quando o chip for lançado.
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Uma das hipóteses é que essa escolha esteja relacionada ao aumento dos custos da memória DRAM. Nesse cenário, a expectativa seria que os modelos da linha Pixel 11 fossem vendidos por preços compatíveis com esse posicionamento.
Também foi já citado que a participação do Google no mercado de smartphones dos Estados Unidos ficou em cerca de 3% no primeiro trimestre de 2026.
Segundo a análise, a empresa poderia ampliar essa presença com um processador mais competitivo, mas os indícios apontam para outra estratégia.
Neste momento, o foco do Google parece continuar voltado para a experiência do usuário e os recursos de inteligência artificial, mesmo que isso signifique usar um chip menos competitivo em desempenho bruto.
Para o próximo ano, há expectativa de mudanças com o Tensor G7, já que o Google estaria testando protótipos equipados com memória LPDDR6.








