A falta de memória DRAM chegou a um nível em que a produção passou a ser direcionada apenas para alguns grandes clientes do setor de PCs. Isso indica que muitos fabricantes menores devem ter dificuldades nos próximos meses.
Segundo um relatório do DigiTimes, o atual ciclo de alta da DRAM transformou o mercado em um cenário favorável para quem vende, já que a procura supera a oferta.
Com os preços dos contratos em forte alta, empresas como Samsung e SK hynix passaram a negociar acordos de longo prazo apenas com marcas bem conhecidas da indústria de computadores.
Lenovo, Dell, Apple e ASUS aparecem como as principais beneficiadas, pois concentram grande parte da produção de PCs no mercado global. Para empresas menores, essa mudança traz riscos sérios de fornecimento.
Com a capacidade de produção limitada, Samsung e SK hynix evitam fechar contratos válidos por muitos meses seguidos. Em vez disso, as duas empresas analisam a situação com frequência para ajustar preços e aproveitar o cenário de escassez.
A Apple já havia tido dificuldades para garantir memória padrão para a fabricação do iPhone e, ao que tudo indica, conseguiu manter o fornecimento por conta da relação próxima com essas fabricantes.
Informações do setor indicam que ASUS e Lenovo também estão entre as prioridades da Samsung nesse momento. Mesmo com acesso garantido à memória, isso não quer dizer que essas empresas terão controle total sobre os preços no varejo.
À medida que a falta de DRAM avança, o foco do consumidor tende a mudar do preço para a disponibilidade dos produtos. Nesse ponto, marcas como ASUS e Lenovo passam a ter vantagem, já que conseguem manter estoques.
Relatórios anteriores já apontavam que computadores montados de fábrica devem ganhar espaço em relação aos modelos personalizados. Ainda não se sabe como a indústria de PCs vai reagir caso a escassez de memória se torne algo comum.
O que se vê é que fabricantes terão de tomar decisões duras para manter produtos no mercado, seja com aumentos de preço ou com cortes na produção.








