A Samsung segue um caminho mais cauteloso no uso de novas tecnologias de bateria desde o caso do Galaxy Note 7, ocorrido em 2016.
Essa postura mais lenta passou a gerar dificuldades, já que fabricantes chineses avançaram com baterias de silício-carbono de alta capacidade em smartphones.
Dentro desse cenário, a Samsung SDI, divisão do grupo sul-coreano focada em baterias, tentou entrar nesse mercado com soluções de grande capacidade. Esses testes, porém, não tiveram o resultado esperado.
Por causa disso, a empresa decidiu mudar o foco e trabalhar com baterias de silício-carbono menores, entre 6.000mAh e 8.000mAh. A Samsung SDI chegou a testar uma bateria de 20.000mAh com dois módulos.
O primeiro tinha 12.000mAh e espessura de 6,3 mm. O segundo contava com 8.000mAh e espessura de 4 mm. Durante os testes, o módulo principal apresentou falhas ligadas à estabilidade, com perda de produção e aumento físico do tamanho.
Esse módulo de 12.000mAh teria aumentado sua espessura de 6,3 mm para 8,2 mm. Com isso, a bateria completa passou a ter cerca de 14 mm, quase o mesmo tamanho do invólucro externo.
Samsung SDI Scales Back 12,000 mAh Battery Push, Refocuses on 6,000–8,000 mAh Si/C Cells and Solid-State Futurehttps://t.co/rqNOGF0dZO pic.twitter.com/XHNG6WoDFE
— Schrödinger (@phonefuturist) December 30, 2025
Nos testes, a carga ocorreu em potência de até 100 W. O plano inicial da Samsung era criar uma bateria de célula única com 12.000mAh. Baterias com mais de uma célula exigem maior isolamento interno para evitar curto-circuito.
Já as de célula única costumam ser mais eficientes, mas apresentam maior dificuldade de controle quando trabalham com densidade de energia mais alta.
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Após os problemas com a célula de 12.000mAh, a Samsung SDI decidiu concentrar esforços em baterias de silício-carbono entre 6.000mAh e 8.000mAh.
Nos testes iniciais, esse formato mostrou produção mais estável e expansão física mais previsível. Em paralelo, a empresa segue com pesquisas em baterias de estado sólido.
As baterias de silício-carbono se diferenciam das de íons de lítio tradicionais pelo material do ânodo. No lugar do grafite, é usado um composto de silício-carbono com estrutura nano, mais resistente a rachaduras.
Esse tipo de ânodo consegue armazenar até dez vezes mais íons de lítio, o que aumenta bastante a capacidade total da bateria sem exigir um corpo mais grosso.








