A Education Store da Apple funcionava com um sistema baseado na confiança. Na prática, qualquer pessoa conseguia comprar produtos da marca com desconto, mesmo sem ser estudante, professor, responsável por aluno ou integrante de uma instituição de ensino.
Agora isso mudou. A Apple começou a exigir verificação de elegibilidade nos Estados Unidos para liberar os descontos da loja educacional.
Essa não é a primeira vez que a empresa de Cupertino abandona esse modelo mais aberto. Em 2022, a Apple já tinha adotado medidas parecidas e encerrado temporariamente o sistema baseado apenas na boa-fé dos clientes.
Desta vez, a mudança acontece em meio ao aumento nos custos de memória DRAM, que também afetou o preço do armazenamento.
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Com isso, a empresa pode manter regras mais rígidas por mais tempo. Memória mais cara e SSD subindo de preço ao mesmo tempo não ajudam ninguém.
Apple endurece regras para conseguir desconto estudantil
Segundo o site 9to5Mac, as novas exigências não ficaram restritas aos Estados Unidos. A Apple também começou a aplicar as verificações em países como Austrália, Hong Kong, Turquia, Canadá e Chile.
Para cuidar do processo, a empresa fez parceria com a UNiDAYS, plataforma usada para validar vínculos acadêmicos e que já tinha participado da mudança feita em 2022.
Com o novo sistema, estudantes e pessoas elegíveis precisam criar uma conta na UNiDAYS e confirmar o vínculo acadêmico acessando o portal da instituição de ensino.
Já professores precisam apresentar um documento de identidade, como RG, passaporte ou carteira de motorista. Educadores que trabalham com ensino domiciliar também terão que enviar documentos específicos e uma carta de intenção.
Depois da aprovação, que normalmente leva até 24 horas, o usuário poderá comprar um desktop, um Mac mini, um notebook, dois iPads ou dois acessórios com desconto. Antes dessas limitações, praticamente qualquer pessoa conseguia aproveitar os preços reduzidos da Education Store.
Um exemplo citado foi o MacBook Neo básico, lançado por US$ 599, cerca de R$ 3 mil na cotação atual, mas vendido por US$ 499, aproximadamente R$ 2,5 mil, para quem comprasse pela loja educacional.
Com a crise envolvendo a memória DRAM ainda sem previsão de melhora, a Apple também pode aumentar os preços em cerca de US$ 100, algo próximo de R$ 500, além de retirar de linha o modelo básico com SSD de 256 GB.
Nesse cenário, a empresa passou a controlar melhor quem realmente tem direito aos descontos, enquanto clientes fora do setor educacional terão que pagar o valor cheio.
