Os processadores EPYC da AMD ajudaram a empresa a atingir um novo patamar em receita de data centers, superando a Intel pela primeira vez.
Com o avanço da chamada IA agêntica e a maior procura por CPUs, tanto a AMD quanto a Intel vivem um período de alta demanda.
Mesmo assim, a AMD conseguiu conquistar a maior fatia do mercado e passou a rival pela primeira vez no primeiro trimestre do ano.
De acordo com o DigiTimes, a receita de data centers da AMD ultrapassou a da Intel pela primeira vez durante o primeiro trimestre.
A AMD já vinha ficando à frente da Intel nesse segmento desde o terceiro trimestre de 2025, mas esta foi a primeira vez que registrou uma receita maior no período trimestral completo.
Os data centers estão aumentando o uso de CPUs por causa da IA voltada para inferência, que exige mais capacidade de processamento. Antes, as GPUs dominavam esse trabalho, mas o cenário mudou.
A proporção entre CPUs e GPUs caiu rapidamente de 1:8 para 1:4 e agora caminha para uma relação de 1:1. Na prática, isso significa que, para cada quatro GPUs, é necessário pelo menos um processador.
No futuro, a expectativa é de uma CPU para cada GPU. Sim, até os chips estão entrando na fila da demanda. Várias empresas já pediram mais capacidade de CPUs ou começaram a desenvolver seus próprios processadores.
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Muitas companhias de IA estão negociando ou criando chips personalizados porque as fabricantes não conseguem acompanhar o volume de pedidos.

O problema não afeta apenas Intel ou AMD. A cadeia de produção como um todo está tendo limitações, incluindo a TSMC, principal fabricante de semicondutores do mundo.
Como a AMD depende bastante da TSMC, a empresa também busca apoio da Samsung para ampliar o fornecimento de chips. O principal limite para aumentar ainda mais a receita continua sendo a cadeia de suprimentos.
Com produção sem restrições, AMD e Intel poderiam registrar números muito maiores, considerando a demanda já reservada para os próximos anos.
Enquanto as empresas de chips x86 continuam crescendo, concorrentes baseadas em arquitetura ARM também avançam rápido. A NVIDIA trabalha na plataforma Vera, que fará parte da plataforma Rubin.
As GPUs Rubin, combinadas com a Vera e com a Groq 3 LPX (LPU), registram forte adoção. Já a ARM dobrou suas estimativas de receita para CPUs AGI, indicando grande interesse nesse segmento.
Nos próximos anos, Intel e AMD também devem lançar novas plataformas. A AMD prepara os chips Venice e Verano, voltados para IA, enquanto a Intel trabalha nas futuras gerações 18A "Diamond Rapids" e Coral Rapids, que terão suporte a SMT.
