Seis anos depois do lançamento dos primeiros AirPods Max, a Apple apresentou uma nova versão dos fones. Porém, o novo modelo mantém praticamente todas as especificações do anterior. As mudanças ficam restritas à troca da porta Lightning por USB-C e à inclusão de novas cores.
Segundo um relatório recente divulgado por Mark Gurman na newsletter Power On, o chamado AirPods Max 2 teria sido criado mais para manter as vendas do que para avançar o produto.
O texto aponta que a Apple estaria misturando marketing com inovação ao apresentar a nova versão como uma segunda geração.
O relatório também indica que o novo modelo não recebeu nem mesmo um codinome interno diferente, algo comum quando há mudanças mais profundas.
Apesar de algumas alterações citadas em guias de compra, a maior parte dessas novidades vem da inclusão do chip Apple H2 chip, lançado há cerca de cinco anos.
Esse componente traz melhorias no cancelamento ativo de ruído, qualidade de áudio e outros ajustes já conhecidos. Ainda de acordo com Gurman, o AirPods Max 2 não foi pensado para evoluir o produto, mas sim para manter o interesse do mercado.
Um relatório publicado em 2025 já indicava que as vendas não eram fortes o suficiente para justificar grandes investimentos em uma nova versão mais avançada.
Mesmo assim, como o produto já faz parte do dia a dia de muitos consumidores, a Apple também não vê motivo para encerrar a linha. Segundo o jornalista:
"A linha entre marketing e inovação está cada vez mais confusa. Assim como a atualização anterior com USB-C, essa versão parece criada para sustentar vendas em vez de avançar o produto. Os AirPods Max de US$ 549 ocupam uma posição difícil — não são populares o suficiente para grandes investimentos, mas também são muito visíveis em academias e no TikTok para serem descontinuados."
Também não há confirmação sobre um sucessor realmente novo no futuro. Gurman disse que uma segunda geração mais completa deveria trazer mudanças mais profundas, como remover o Smart Case, reduzir o peso e aumentar a autonomia da bateria.
Mesmo com a atualização, a duração continua limitada a cerca de 20 horas. Apesar disso, o interesse do público continua. Muitos consumidores seguem usando os fones diariamente, independentemente das poucas novidades.
O relatório aponta que o peso da marca Apple tem forte influência nas vendas, além da estratégia de marketing da empresa. Gurman também comentou:
"Mesmo assim, os consumidores continuam comprando. Com a Apple, não é apenas sobre o quanto muda, mas sobre como essas mudanças são apresentadas. A marca tem enorme força, e o marketing faz o resto. Imagine se as atualizações fossem tão impressionantes quanto a publicidade."
No momento, a versão com USB-C dos AirPods Max aparece em varejistas como a Amazon por US$ 449,99, cerca de R$ 2.250 na conversão direta atual.
Com aproximadamente US$ 100 a mais, é possível encontrar produtos considerados superiores com design e peso semelhantes.
Para quem não pretende gastar tanto em fones premium, os AirPods Pro 3 aparecem como alternativa mais acessível. O modelo está sendo vendido por US$ 199,99, aproximadamente R$ 1.000, com desconto de 20%.
A expectativa é que esse modelo concentre grande parte das vendas de dispositivos de áudio mais avançados da Apple. O AirPods Max 2 chega com mudanças mínimas e sem evolução significativa em relação à geração anterior.
O relatório indica que a Apple priorizou manter as vendas e a presença do produto no mercado, em vez de investir em melhorias mais profundas.
Mesmo assim, o peso da marca e a popularidade entre usuários continuam impulsionando a procura, mostrando que o interesse pelo produto permanece, mesmo com poucas novidades.








