Agentes pessoais de IA, como o Muse, da Meta, podem ampliar a produtividade ao executar tarefas em sites e aplicativos de forma semelhante à de uma pessoa.
A expectativa é de um forte ciclo de crescimento na procura por CPUs, com benefícios para Intel, AMD e ARM. O cenário é comparado ao impacto do Claude Code, agora no mercado de processadores.
As projeções para essa estrutura variam de quatro a 40 CPUs para cada GPU, os chips usados como aceleradores de IA. O motivo está nas tarefas que esses agentes executam na nuvem.
Como funciona o Muse, agente de IA da Meta
O Muse executa tarefas com várias etapas em nome do usuário. Ele pode abrir um navegador na nuvem, acessar sites e continuar o trabalho em segundo plano mesmo depois que o aplicativo é fechado.
A Meta também continua aumentando a lista de conectores. São integrações com aplicativos e serviços, inclusive de terceiros, que acrescentam funções ao agente.
Para proteger dados e credenciais de acesso, o Muse funciona em um computador separado e isolado na nuvem, chamado Confidential Virtual Machine. Esse ambiente tem seu próprio navegador.
Uma segunda camada de proteção, chamada Sentinel, monitora o ambiente a todo momento. As transações só são concluídas com a aprovação desse sistema e a confirmação explícita do usuário.
O uso gratuito inclui até 100 milhões de tokens por semana. Para quem usa o serviço com maior frequência, as assinaturas começam em cerca de US$ 20 por mês, aproximadamente R$ 104 na conversão direta.
O Muse ganhou popularidade em pouco tempo, e a Amazon parece considerar o serviço uma ameaça à concorrência. A varejista bloqueou o uso do agente para compras em seu site.
Segundo a Meta, o Muse não tem acesso a senhas nem a dados de pagamento. Nesse contexto, o bloqueio por um possível concorrente pode ser visto como um sinal de sucesso no setor de IA.
Instinct usa mensagens e chamadas para executar tarefas
O Muse não é o único agente pessoal que ganhou popularidade. O Instinct, da Spear Street Technology, funciona sem um aplicativo tradicional ou painel de controle.
Toda a interação acontece por mensagens no iMessage ou WhatsApp e por chamadas. O agente se conecta a e-mail, mensagens, calendário, localização, tela, áudio e outros dispositivos e contas.
Para executar tarefas em nome do usuário, o Instinct usa um computador na nuvem que permanece ativo, com acesso a um navegador e credenciais de login armazenadas.
Entre as tarefas estão reservar ou remarcar voos, fazer reservas em restaurantes, agendar consultas médicas e comprar alimentos ou ingressos.
OAI assistant coming soon...! Reminder, they acqu-hired the guy that originally developed OpenClaw + their product suite has always aligned more to daily consumer assistant vs. coding-first approach (despite being very good at coding now, too). I'd expect it to be quite good. https://t.co/Wrm5T52wSB
— Shanu Mathew (@ShanuMathew93) September 21, 2026
Os rumores de que a OpenAI pode lançar um concorrente do Muse ainda nesta semana continuam aparecendo. Na semana passada, Sam Altman deu indícios de uma sequência de lançamentos de produtos.
Por que agentes de IA precisam de tantas CPUs
O uso de agentes pessoais pode aumentar a procura por processadores porque serviços como o Muse dependem de muitas máquinas virtuais na nuvem.
- Leia também: Apple perde executiva-chave de IA para a Meta
Esses ambientes continuam abertos e ativos mesmo depois que o usuário fecha o aplicativo. Por isso, precisam de processamento sem parar para gerenciar o sistema operacional, a memória e as tarefas em segundo plano.
O Muse também executa tarefas complexas por conta própria. Uma comparação de preços entre plataformas pode gerar até 146 buscas distintas para um único roteiro de viagem.
Outros exemplos incluem negociações automatizadas por telefone e o processamento de grandes quantidades de e-mails acumulados.
Esse trabalho depende de navegadores automatizados sem interface visível, APIs que conectam serviços e movimentação de dados. São tarefas tradicionais de software, executadas por CPUs, em vez de aceleradores gráficos.
One of the things I shared 😱
CPU LFG!!! https://t.co/yyrnmbN1ty pic.twitter.com/zFAyM40YCa
— Damnang (@damnang2) September 19, 2026
Intel, AMD e Arm podem se beneficiar da procura por processadores
Com a expansão dos agentes pessoais, a projeção é de forte crescimento na demanda por CPUs. As estimativas vão de quatro a 40 processadores para cada GPU.
Segundo o Goldman Sachs, as CPUs já recebem uma parcela maior dos investimentos de curto prazo em infraestrutura do que as GPUs.
No fim de semana, o CEO da Intel, Lip-Bu Tan, acrescentou um dado à expectativa de crescimento, a empresa consegue atender apenas metade da demanda atual por CPUs das companhias que desenvolvem os modelos de IA mais avançados.








